Jean-Jacques Rousseau: ciência, progresso, e corrupção moral

  • Arlei de Espíndola Professor da Graduação e do Programa de Mestrado em Filosofia da Universidade Estadual de Londrina/PR. Mestre e Doutor em Filosofia pela UNICAMP/SP

Resumo

O artigo procura mostrar o nexo que Rousseau estabelece entre o plano do conhecimento e o âmbito moral, político, e econômico. A cada progresso no âmbito do saber a especulação do filósofo aponta para o robustecimento de diferentes males nas esferas indicadas. Desenvolvendo esse diagnóstico, e posicionando-se negativamente em relação ao questionamento apresentado pelos acadêmicos de Dijon em 1749, o filósofo genebrino não pretende se tornar um inimigo absoluto das luzes. A intenção que ele conserva, além de salientar aquele nexo, é a de defender valores como, por exemplo, a virtude, o civismo, a simplicidade de costumes, a sinceridade, a liberdade, e a igualdade.

Palavras-chave: Conhecimento humano; Virtude; Transparência; Liberdade; Igualdade
Publicado
2012-07-01
Edição
Seção
Artigos