Por que Emílio não é o cidadão republicano

  • Renato Moscateli Pós-doutorando em Filosofia na Universidade Federal de Goiás, Bolsista do PNPD Institucional da

Resumo

Sem dúvida, as relações entre a educação e a política constituem um dos temas principais das obras de Rousseau, em especial no tocante à preparação de pessoas dotadas com a virtude cívica necessária ao exercício da soberania republicana. Porém, embora se trate de um tópico bastante explorado pelos pesquisadores, há certas operações analíticas empregadas para abordá-lo que são recorrentes apesar de partirem de uma opção que me parece equivocada, a saber, o uso do Emílio como a fonte das referências mais importantes para o pensamento de Rousseau a respeito da formação do cidadão. Neste artigo, meu intuito é expor argumentos para contestar essa escolha, ressaltando a distinção entre a liberdade moral e a liberdade política, bem como as diferenças entre os modelos educacionais mais adequados para preparar o homem e o cidadão.

Palavras-chave: Rousseau; Emílio; Educação; Liberdade política; Liberdade moral
Publicado
2012-07-01
Edição
Seção
Artigos