Tensões rousseaunianas: entre a aparência e a transparência

  • Márcio Alves de Oliveira Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Professor da UNIESP

Resumo

Tomando como referência o romance rousseauniano Júlia ou A Nova Heloísa , procuraremos compreender como Rousseau opera transformações no conceito de imitação a partir de sua inserção num mundo de aparências moderno. Sem um modelo universalmente imediato, a imitação na modernidade escava as potencialidades de perfectibilidade do ser mais propriamente humano soterradas por profundas contradições históricas, mas que permanecem na vivência tensa da realidade como um ponto móvel entre o real e o ideal. Tensão dialética que perpassa o próprio transpassamento do véu da modernidade perspectivado na discussão rousseaniana sobre a imitação, o qual se põe ambiguamente como aparente em sua tendência a precipitar, abstratamente, uma resolução destas tensões livremente vividas para além de si apenas no interior do próprio processo histórico concreto.

Palavras-chave: Rousseau; Imitação; Ética; Liberdade; História; Dialética
Publicado
2012-07-01
Edição
Seção
Artigos