Lactobacillus plantarum COMO PROBIÓTICO NO DESENVOLVIMENTO INICIAL DE JUVENIS DO ROBALO-PEVA

  • Rodrigo Matos de Souza Programa de Pós-Graduação em Aquicultura. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (CAPES).
  • Juliet Kiyoko Sugai Professor. UFSC, Centro de Ciências Biológicas, Departamento de Bioquímica, Laboratório de Enzimologia Aplicada.
  • José Luiz Pedreira Mouriño Professor. UFSC, Centro de Ciências Agrárias (CCA), Departamento de Aquicultura (AQI), Laboratório de Camarões Marinhos.
  • Vinicius Ronzani Cerqueira Professor. UFSC, CCA, AQI, Laboratório de Piscicultura Marinha.
Palavras-chave: Centropomus parallelus, aquicultura, enzima digestiva, bactéria, teste de estresse.

Resumo

Com grande potencial para a aquicultura, o robalo-peva necessita de tecnologias para a produção massiva de juvenis com alta qualidade para pré-engorda. Uma forma de se obter melhores resultados com peixes saudáveis e resistentes seria a utilização de probióticos. Foi verificada a influência da suplementação de Lactobacillus plantarum à dieta de juvenis (56 dias após a eclosão) sobre o crescimento, sobrevivência, atividade de proteases digestivas e resistência ao estresse hipersalino. O ensaio de 30 dias foi constituído por três tratamentos, sendo o primeiro alimentado exclusivamente com Artemia e os dois de transição alimentar receberam por 15 dias Artemia e ração sendo um destes com suplementação de L. plantarum e, após, exclusivamente as respetivas rações. Os resultados obtidos apontam que a suplementação bacteriana durante a transição alimentar resultou no aumento da atividade de protease alcalina no trato digestório de juvenis de robalo-peva, além da maior resistência ao estresse salino, indicando peixes de melhor qualidade e mais saudáveis, auxiliando na produção massiva de juvenis de robalo peva com alta qualidade e prontos para estocagem em sistema de pré-engorda.

Publicado
2018-08-20
Seção
Artigos originais