NOTAS SOBRE PÉROLAS PRODUZIDAS POR Anomalocardia brasiliana (BIVALVIA, VENERIDAE) (GMELIN, 1791) EM UM ESTUÁRIO DO CEARÁ

  • Natália Gomes do Nascimento Bióloga, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – Campus Acaraú, Bolsista voluntária no Laboratório de Ecologia de Manguezais (Ecomangue).
  • Rafaela Camargo Maia Professora Doutora em Biologia Marinha, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – Campus Acaraú.
Palavras-chave: Mariscagem, Búzio, Pérolas.

Resumo

A espécie Anomalocardia brasiliana (Gmelin,1791), pertencente à família Veneridae, possui ampla distribuição geográfica e pode ser encontrada ao longo de todo litoral brasileiro. São organismos filtradores, dióicos de fecundação externa e estão adaptados a uma grande variedade de hábitats. O presente estudo registra a ocorrência de pérolas em venerídeos da espécie A. brasiliana coletados em uma área do estuário do Rio Acaraú, próximo a praia de Volta do Rio. As coletas foram realizadas mensalmente de janeiro/2015 a dezembro/2015, nos períodos de maré baixa de sizígia. Para as quais utilizou-se o método dos quadrados aleatórios, com um quadrado de PVC de 50cm x 50cm e escavando-se o sedimento a uma profundidade de 5 cm. Foram coletados e examinados um total de 9152 exemplares, o comprimento da concha dos mesmos variou entre 2,67 mm a 33,21 mm. Do total analisado foram extraídas seis pequenas pérolas de formato esferoide demonstrando baixa incidência em relação ao total amostrado. O registro da formação de pérolas em A. brasiliana no nordeste brasileiro desperta a necessidade de novos estudos para elucidação da produção de pérolas, em especial sobre os efeitos das variáveis ambientais neste processo.

Publicado
2018-08-20
Seção
Notas Científicas