LÍNGUA E LINGUAGEM NA CONSTRUÇÃO DISTÓPICA DE O DOADOR DE MEMÓRIAS

  • Alessandra Leles Rocha UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

Resumo

O modo como a comunicação se estabelece entre os seres humanos é um indicativo importante sobre como a linguagem é percebida e compreendida pelas pessoas. Por isso, O Doador de Memórias, de Lois Lowry, através de uma construção distópica aborda temas de interesse humano, tais como, controle social, liberdade, direito de escolha e diferenças. Nessa interface criativa da ficção com a realidade é possível se estabelecer um novo olhar sobre a vida e suas relações sociais, de modo que os pensamentos e as conclusões do seu público leitor possam ser apurados de modo bem mais ameno se comparado ao peso de uma leitura cotidiana de jornal; mas que não perdem qualitativamente em termos de potencial transformador humano. Assim, esse artigo propõe uma análise crítica a partir da relação que se estabelece entre a língua, a linguagem e a literatura na composição das relações sociais e de poder presentes no livro. 

Biografia do Autor

Alessandra Leles Rocha, UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

Graduanda em Letras, Habilitação em Inglês e Literaturas de Língua Inglesa, pela Universidade Federal de Uberlândia.

Bacharel em Ciências Biológicas, pela Universidade Federal de Uberlândia.

Mestre em Geografia (Área de Concentração: Análise, Planejamento e Gestão Socioambiental), pela Universidade Federal de Uberlândia.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3159400393008830

 

 

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Publicado
2018-11-03
Seção
Estudos Literários