O LOCAL E O UNIVERSAL: DONA GUIDINHA DO POÇO E MADAME BOVARY E A PERSPECTIVA FORMATIVA DA LITERATURA BRASILEIRA

  • Luís Augusto Fischer Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Jackson Raymundo Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo

Nos estudos literários, são complexas e às vezes mistificadoras as relações estabelecidas a partir de oposições como local e universal, periferia e centro, regional e nacional. Em geral, tais diferenças são demarcadas a partir das correlações políticas e econômicas. Neste artigo, estão em contraste duas obras bastante distintas em notoriedade literária: Dona Guidinha do Poço, do brasileiro Manuel de Oliveira Paiva, e Madame Bovary, do francês Gustave Flaubert. Numa perspectiva formativa, recorreu-se a trabalhos que questionam a centralidade do desenvolvimento do Brasil no litoral, valorizando o lugar do sertão na História e na Literatura. As semelhanças e diferenças entre os romances tiveram em seu escopo teórico a concepção de limiares críticos.

Biografia do Autor

Luís Augusto Fischer, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutor, Professor Associado da UFRGS.

Jackson Raymundo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Mestre em Letras pela UFRGS.
Publicado
2016-06-01