Os filhos do tablete: o poder dos mensageiros em cartas do Segundo Milênio AEC

  • Priscila Scoville Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo

Resumo

Durante o segundo milênio AEC diversas mensagens foram trocadas entre os reis do Antigo Oriente Próximo, em busca da manutenção da paz e do estabelecimento da diplomacia. Reflexo disso são conjuntos como as “Cartas de Mari” e as “Cartas de Amarna”. Essas correspondências, porém, não eram redigidas, entregues ou lidas diretamente pelos reis, sendo estas funções dos mensageiros. O presente artigo visa apresentar o impacto dos mensageiros nas relações formadas entre os reis próximo-orientais e o modo como isso possibilitou a formatação da região de determinada maneira. Para tanto, inicio fazendo uma breve apresentação do contexto histórico da troca de cartas e da diplomacia. Procuro, também, apresentar o papel desses funcionários e os protocolos de atuação desde a elaboração do tablete de argila até o retorno ao seu reino de origem. Com isso, espero que se compreenda a centralidade do mensageiro nas relações, apontando-o como o principal influenciador na interpretação das cartas trocadas.

 

Palavras-chave

Antigo Oriente Próximo. Mensageiros. Cartas. Diplomacia.

Biografia do Autor

Priscila Scoville, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda em História na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 

 

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Publicado
2019-07-30