A posição do narrador no romance Ao farol, de Virgínia Woolf

  • Adriane Cherpinski Universidade Estadual de Maringá (UEM)
  • Evely Vânia Libanori Universidade Estadual de Maringá (UEM)
  • Adriana Gomes Cardozo de Andrade Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Resumo

Quando surgiu, o romance ocupou o espaço de uma literatura que não cabia mais ao humano naquele momento, a epopeia. A partir do momento que o homem se desencanta com a vida, ele passa a procurar por uma arte que se adeque ao seu novo modo de sentir o mundo. Após percorrer um breve caminho pela história do gênero, apresentar a autora e a obra, este artigo se debruça em analisar a posição do narrador no romance Ao Farol (1927), da escritora Virgínia Woolf, segundo o ensaio “A posição do narrador no romance contemporâneo” escrito pelo filósofo Theodor W. Adorno. É de conhecimento público que o trabalho de Woolf foi considerado inovador pela crítica. Nesta perspectiva, buscou-se investigar quais características fazem com que o romance Ao Farol seja assim considerado, e se tais pontos o alinham ao que Adorno denomina romance contemporâneo.

Biografia do Autor

Adriane Cherpinski, Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Doutoranda em Letras (UEM). Mestre em Letras na área de concentração em Interfaces entre Língua e Literatura, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (UNICENTRO) (2013). Graduada em Letras Português e suas Literaturas (2006) pela UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste, pós graduada em Literatura e Contemporaneidade (2008) e em Gestão Escolar (2011) também pela UNICENTRO. É docente efetiva em Língua Portuguesa na Educação Básica (SEED - Secretaria de Estado da Educação do Paraná). Leciona na FACULDADE CENTRO OESTE DO PARANÁ (FACEOPAR), desde agosto de 2012. Dedica-se aos estudos da ecocrítica, especialmente no campo da literatura brasileira, com ênfase em Clarice Lispector.

Evely Vânia Libanori, Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Sou professora do Departamento de Teorias Linguísticas e Literárias da Universidade Estadual de Maringá desde 1997. Fiz mestrado e doutorado na UNESP/Assis. Em agosto de 2018 conclui o estágio de Pós-Doutoramento em Crítica Cultural, na UEL/PR. Desenvolvi a pesquisa "Ética e Poética Animal em Clarice Lispector". Na Graduação trabalho Literatura Brasileira - Narrativa, e Práticas Metodológicas em Educação Literária. Na Pós-Graduação trabalho com romances latino-americanos e com o referencial teórico referente ao Existencialismo, Ecocrítica, Identidade humana e animal, Ética Animal. Estou à frente do GAIA (Grupo de Atividades Interdisciplinares sobre os Animais), grupo de pesquisa cadastrado no CNPq e que estuda libertação animal, ética animal, veganismo. Sou coordenadora adjunta do Programa de Pós-graduação em Letras (PLE) desde setembro de 2012 até o presente momento. Oriento pesquisas na Graduação e na Pós-Graduação relacionadas a esses campos de estudo/conhecimento: Representação de Identidades na Literatura, Ética Animal, Poética Animal, Representação Animal na Literatura, Clarice Lispector, Existencialismo. Em maio de 2014, lancei o livro de crônicas abolicionistas animalistas Nós, Animais.

Adriana Gomes Cardozo de Andrade, Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Sou professora do Departamento de Teorias Linguísticas e Literárias da Universidade Estadual de Maringá desde 1997. Fiz mestrado e doutorado na UNESP/Assis. Em agosto de 2018 conclui o estágio de Pós-Doutoramento em Crítica Cultural, na UEL/PR. Desenvolvi a pesquisa "Ética e Poética Animal em Clarice Lispector". Na Graduação trabalho Literatura Brasileira - Narrativa, e Práticas Metodológicas em Educação Literária. Na Pós-Graduação trabalho com romances latino-americanos e com o referencial teórico referente ao Existencialismo, Ecocrítica, Identidade humana e animal, Ética Animal. Estou à frente do GAIA (Grupo de Atividades Interdisciplinares sobre os Animais), grupo de pesquisa cadastrado no CNPq e que estuda libertação animal, ética animal, veganismo. Sou coordenadora adjunta do Programa de Pós-graduação em Letras (PLE) desde setembro de 2012 até o presente momento. Oriento pesquisas na Graduação e na Pós-Graduação relacionadas a esses campos de estudo/conhecimento: Representação de Identidades na Literatura, Ética Animal, Poética Animal, Representação Animal na Literatura, Clarice Lispector, Existencialismo. Em maio de 2014, lancei o livro de crônicas abolicionistas animalistas Nós, Animais.

Referências

ADORNO, T. A posição do narrador no romance contemporâneo. In: Notas de Literatura. Tradução: Jorge de Almeida. São Paulo: Duas cidades/ Editora 34, 2003.

CANDIDO, Antonio. Timidez do Romance. In: A educação pela noite e outros ensaios. 2. Ed. São Paulo: Ática, 1989, p. 82-99.

FRANCO JUNIOR, Arnaldo. Operadores de Leitura da Narrativa. In: BONNICI, Thomas & ZOLIN, Lucia Osana (orgs.). Teoria Literária: Abordagens históricas e tendências contemporâneas. 3 ed. Maringá: Eduem, 2009, p. 33-48.

TACCA, O. As vozes do romance. Tradução Margarida Coutinho Gouveia. Coimbra: Almedina, 1983.

WOOLF, Virginia. Ao Farol. Tradução Tomaz Tadeu. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2016.

Publicado
2020-11-03
Seção
Estudos Literários