Os pesados restos coloniais no Caderno de memórias, de Isabela Figueiredo

  • André Souza da Silva Universidade de São Paulo (USP)

Resumo

À distância de mais de quarenta anos da Revolução dos Cravos (1974) e da Guerra Colonial (1975), ainda é preciso realizar uma leitura crítica do longo projeto imperialista português, em especial do salazarismo e dos episódios vividos em África, traumas que insistem em assombrar a nação. À luz do Caderno de memórias coloniais (2018), de Isabela Figueiredo, este trabalho pretende demonstrar como o romance rediscute velhos lugares da cultura nacional ao mesmo tempo em que esboça uma outra história para o colonialismo.

Publicado
2020-11-03
Seção
Estudos Literários