A INFLUÊNCIA DO GÊNERO E DA FORMAÇÃO ACADÊMICA NA EMPATIA: UM ESTUDO COM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

  • Ana Raquel Cardoso Feijão
  • Bárbara Tâmara Oliveira da Silva
  • Francisco Pablo Huascar Aragão Pinheiro

Resumo

A empatia é um construto multidimensional que favorece o estabelecimento de relações interpessoais a partir de suas dimensões cognitivas e afetivas. No nível cognitivo tem-se os fatores “tomada de perspectiva” e “fantasia” e no nível afetivo observa-se a “angústia pessoal” e “consideração empática”. Este trabalho é recorte de uma pesquisa maior e teve como objetivo identificar como se diferenciam as capacidades empáticas, em função do gênero e da formação acadêmica entre estudantes universitários. A amostra foi composta por 320 estudantes de uma universidade pública. A maioria dos participantes era do sexo feminino e pertencia às áreas de Ciências Humanas, Artes e Educação. O questionário continha questões de caráter sociodemográfico, o Interpersonal Reactivity Index, a Escala de Afetos Positivos e Negativos e a Escala de Racismo Moderno. Foi utilizado um instrumento impresso autoaplicável. Os dados foram analisados através do programa SPSS. Foram realizados teste t e ANOVA. O teste t buscou-se analisar a existência de diferenças significativas da empatia entre homens e mulheres. No que se refere ao ANOVA, buscou-se identificar se existe diferença significativa entre as médias de empatia, nas diferentes áreas de formação acadêmica. As análises revelaram que as mulheres obtiveram médias mais altas nos fatores fantasia, consideração empática e angústia pessoal. Também foram identificadas diferenças entre grupos quando consideradas as áreas de formação. Estudantes das áreas de Ciências Humanas, Artes e Educação obtiveram médias mais altas no fator fantasia quando comparados com estudantes da área de Saúde e também reportaram médias superiores na consideração empática em relação aos alunos dos cursos de Ciências Exatas e Biológicas.
Publicado
2019-01-01
Seção
Encontro de Iniciação Científica – PRPPG