ALOCAÇÃO DO TEMPO DOS JOVENS APÓS O ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE EM NÍVEL LONGITUDINAL

  • Antonia Leudiane Mariano Ipolito
  • Lucas Brito dos Santos dias
  • Francisca Zilania Mariano

Resumo

Esta proposta de pesquisa pretende preencher algumas lacunas na literatura educacional brasileira acerca dos entraves na alocação do tempo por parte dos jovens em atividades de estudo e trabalho posterior ao ensino médio. Aliado a isso, ressalve-se a abordagem aplicada na compilação de uma base de dados em nível longitudinal, que se diferencia da quase totalidade de estudos correlatos, os quais aplicam análises em cortes transversais. A motivação e relevância do estudo advêm do contingente de jovens que, após o ensino médio, encontram-se em estado de ócio, nem ingressam no ensino superior e nem entram no mercado de trabalho. O objetivo deste estudo reside em identificar os condicionantes das escolhas ocupacionais pelos jovens egressos do ensino médio. Diferentemente da maioria dos estudos, a análise é conduzida em nível longitudinal, após cruzamento de quatro bases de dados distintas. Dos resultados, foi possível verificar variáveis relevantes que influenciam a tomada de decisão, tais como: sexo, tipo de escola cursada, benefício do bolsa família, escolaridade da mãe, proficiência de português, dentre outras. Por outro lado, variáveis como, escolaridade do pai, raça e o índice de habilidades socioemocionais não foram significantes. Visando isolar o efeito do Programa Bolsa Família sobre a tomada de decisão dos jovens, estimou-se o Efeito Médio Tratamento sobre os Tratados (EMTT) através da combinação do método da entropia com Propensity Score Matching (PSM). Verificou-se que os jovens pertencentes a famílias que recebem o benefício apresentam probabilidade maior em 7.7 pontos percentuais de serem nem-nem, quando comparados aos jovens cujas famílias não participam do programa.
Publicado
2019-01-01
Seção
Encontro de Iniciação Científica – PRPPG