EMPATIA, AFETOS E RACISMO: UM ESTUDO COM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

  • Bárbara Tâmara Oliveira da Silva
  • Ana Raquel Cardoso Feijão
  • Francisco Pablo Huascar Aragão Pinheiro

Resumo

A empatia é um construto multidimensional que possui aspectos afetivos, cognitivos e comportamentais, e que favorece o estabelecimento de relações interpessoais. Existem elementos que influenciam no desenvolvimento da capacidade empática, sendo estes o racismo e os afetos positivos e negativos. O racismo é um fator estrutural que se manifesta através de práticas discriminatórias, o que implica na hierarquização e impacta nas relações sociais. Os afetos são compreendidos pela medida em que são experienciadas as emoções, uma vez que podem estar associados tanto à vivências prazerosas quanto desprazerosas. Os afetos são considerados facilitadores na criação de vínculos, visto que experiências de insatisfação também possibilitam o crescimento pessoal do sujeito, o que propicia o desenvolvimento de competências referentes à empatia. Nessa perspectiva, buscou-se verificar as repercussões do racismo, dos afetos e das variáveis sociodemográficas idade e renda na habilidade empática dos estudantes universitários. A amostra desse estudo foi composta por 320 estudantes de uma universidade pública. A coleta de dados foi realizada através de um questionário impresso autoaplicável que continha questões de caráter sociodemográfico, a escala Interpersonal Reactivity Index, a Escala de Afetos Positivos e Negativos e a Escala de Racismo Moderno. Para a análise dos dados foi feita uma análise de regressão múltipla com o objetivo de verificar se o racismo, os afetos, a idade e a renda podem ser considerados preditores da empatia. Os resultados obtidos indicaram que os afetos positivos e negativos e a negação de preconceito foram preditores de dimensões da empatia, porém a idade e a renda não apresentaram relação com a capacidade empática.
Publicado
2019-01-01
Seção
Encontro de Iniciação Científica – PRPPG