INDÚSTRIA CULTURAL, BIG DATA E DATAÍSMO: CRISE DA LIBERDADE E MANIPULAÇÃO DAS MASSAS NA CULTURA DIGITAL

  • Caio Júlio César de Oliveira Pontes
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  • Deborah Christina Antunes

Resumo

Com base nas atividades desenvolvidas ao longo dessa pesquisa teórica, o presente trabalho tem como objetivo apresentar os estudos que foram desenvolvidos acerca do tema. Tivemos como eixo central a compreensão crítica dos Big Data (dados massivos) para repensar o conceito de Indústria Cultural. A hipótese inicial apontava que o big data pode ser compreendido como uma ampliação da rede definida por Adorno e Horkheimer de Indústria Cultural, que se atualiza com novos mecanismos de dominação. A pesquisa objetivou uma análise teórica dos conceitos de Indústria Cultural e Big Data, visando a propor uma reelaboração crítica daquele com base nas mudanças tecnológicas e culturais em curso. No decorrer dos estudos, o Dataísmo nos apareceu como importante mitologia que media as experiências contemporâneas de subjetivação, opondo-se à liberdade de expressão e à privacidade. Também foi fundamental o estudo da Transparência como conceito-chave para pensar o Big Data e o Dataísmo, pois a Cultura Digital aparece para o usuário como um ambiente democrático, no qual ocorre o livre exercício de sua autonomia, liberdade e independência. Porém, mais do que no tempo de Adorno, a ilusão de autonomia é o meio pelo qual a indústria cultural infiltra sua força. Nesse contexto, há uma crise da liberdade devido à exploração do valor econômico e político dos dados gerados pelos usuários da rede, que são utilizados para propaganda dirigida e manipulação de comportamentos coletivos. Portanto, é fundamental a denúncia desses novos mecanismos de dominação. O referencial teórico da pesquisa é formado pela Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, por Byung-Chul Han e Yuval Noah Harari.
Publicado
2019-01-01
Seção
Encontro de Iniciação Científica – PRPPG