ESTUDOS COMPORTAMENTAIS DA FUCOIDANA EM CAMUNDONGOS NO MODELO DE CONVULSÃO INDUZIDO POR PILOCARPINA

  • Francisca Valéria Bezerra Sampaio Marques
  • Cleane Gomes Moreira, Lucas Diogo Rosa, Francisco José Gomes, Carla Thiciane Vasconcelos de Melo
  • Lissiana Magna Vasconcelos Aguiar

Resumo

A epilepsia é conceituada como um distúrbio neurológico qualificado por uma predisposição persistente do encéfalo de gerar crises convulsivas espontâneas e recorrentes. Apesar do uso de drogas antiepilépticas com o intuito de controlar e prevenir convulsões, sua utilização prolongada provoca um risco considerável de morbidade. Atualmente, investigação de diversos metabólitos oriundos de macroalgas marinhas tem despertado elevado interesse, entre esses metabólitos, o polissacarídeo sulfatado de algas pardas (fucoidana), apresentando diversas atividades biológicas, como, anticoagulante, antioxidantes e potencial antiinflamátorio. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo avaliar o efeito comportamental da fucoidana no modelo de convulsão induzida por pilocarpina em camundongos. Os animais (camundongos), Swiss, adultos, machos, (25-30g) receberam injeções de fucoidana (FUCO 7,5 mg/kg, i.p.), ácido valpróico + fucoidana (AVP100+FUCO7,5) e solução salina - NaCl 0,9%, i.p. durante quatorze dias. Após 30 minutos da última injeção das drogas em estudo ou veículo, foi administrada pilocarpina na dose de 320 mg/kg, i.p. e metilescopolamina 1 mg/kg, i.p, depois os animais foram submetidos aos testes comportamentais e em seguida sacrificados e seus cérebros dissecados. O pré-tratamento com FUCO (7,5), durante 14 dias, diminuiu a latência de convulsão em 48% quando comparada ao controle. Entretanto, com a associação FUCO (7,5) + AVP (100) reduziu a latência de convulsão para 84%. Houve 100% de sobrevivência dos animais tratados com fucoidana após o episódio convulsivo, porém, no grupo controle 50% dos animais morreram. Os resultados demonstraram que nos grupos pré-tratados com fucoidana sozinha e em associação com ácido valpróico, houve proteção da convulsão ao ser observada a latência de convulsão e de morte, quando comparado ao grupo controle PILO.
Publicado
2019-01-01
Seção
Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação – PRPPG