OS EFEITOS DA CAJUÍNA EM VARIÁVEIS PSICOFISIOLÓGICAS: UM ESTUDO PILOTO

  • Luiz José Frota Solon Júnior
  • NULL
  • Luiz Vieira da Silva Neto

Resumo

Sabe-se que o uso de carboidratos pode aumentar o desempenho durante o exercício, estimulando áreas centrais e, consequentemente, influenciando na percepção subjetiva do esforço (PSE). Sendo assim, devido a cajuína possuir um alto valor nutritivo e conter principalmente, carboidratos em sua composição, torna-se importante investigar a influência desse produto na resposta psicofisiológica em atletas amadores durante o exercício. Participaram do estudo 4 atletas amadores de futsal do sexo masculino (21,51.5 anos). Foram realizadas 3 intervenções. Na primeira intervenção foram realizadas as coletas antropométricas e familiarização dos testes. Na segunda intervenção, de forma randomizada e duplo-cego, os atletas tomaram 400ml de cajuína (grupo experimental) ou placebo (água, adoçante e essência de maracujá) em garrafas opacas e com bico dosador. Após suplementarem, os atletas realizaram o teste de Carminatti (T-CAR). 30 minutos depois do teste a PSE foi avaliada. Além disso, a carga interna (unidade arbitrárias - UA) da sessão também foi avaliada através da PSE. Na terceira intervenção todos os procedimentos foram semelhantes a segunda, diferenciando apenas a suplementação (cajuína ou placebo). A normalidade foi aceita pelo teste Shapiro-Wilk e em seguida utilizamos o teste T dependente para comparar os grupos. Foi utilizado o SPSS 25.0, adotando a significância de p ≤0,05. Observamos diferença na PSE após o teste no grupo experimental (4,251.2) em comparação ao grupo placebo (5,53), significativamente (F = 8.5, p = 0,02, ES = 0.54). Além disso, também observamos que a carga interna do teste T-CAR no grupo que tomou cajuína (29,79.5 UA) foi diferente do grupo placebo (4327.5 UA), de forma significante (F = 15.5, p = 0,008, ES =0.64). Com isso, concluimos que a suplementação aguda com cajuína acarreta reduções na PSE e na carga interna em atletas amadores de futsal submetidos a um protocolo de teste incremental máximo.
Publicado
2019-01-01
Seção
Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação – PRPPG