PROGRESSÃO DA REABSORÇÃO ÓSSEA EM UM ENSAIO PRÉ-CLÍNICO DE PERIODONTITE EM RATAS

  • Iara Laís Lima de Sousa
  • Jordânia Marques de Oliveira freire, Hellíada Vasconcelos Chaves
  • Mirna Marques Bezerra

Resumo

A periodontite destaca-se pela presença do agente infeccioso (biofilme bacteriano) e resposta imune-inflamatória do hospedeiro, indicando a geração de mediadores inflamatório, com a consequente destruição do osso alveolar, uma de suas características mais marcantes, que ocasiona perda dentária, representando a principal causa de perda de dentes em adultos. Este estudo se propõe delinear uma curva de reabsorção óssea através de um ensaio de periodontite induzida em ratas. Para isso foram utilizadas 29 ratas Wistar fêmeas (180-220g), agrupadas em cinco grupos (3º Dia/ 5º Dia/ 7º Dia/ 11º Dia/ 14º Dia). A periodontite foi induzida pela colocação de fio de náilon (3-0) nos molares esquerdo das ratas. Os animais foram eutanasiados, sob anestesia, após 3/ 5/ 7/ 11 e 14 dias de indução, as hemiarcadas foram coletadas e fixadas em formol tamponado (10%), dissecadas e coradas com azul de metileno (1%), fixadas em cera e fotografadas. A análise morfométrica foi realizada através do ImageJ® Software. Para avaliar o estresse oxidativo, a enzima catalase (CAT) e a enzima superóxido dismutase (SOD) foram medidas nos tecidos gengivais previamente coletados e armazenados a -80oC, SOD, avaliada com base na redução de nitro-azul Tetrazólio (NBT) e expressa em gramas de SOD por ml, e a CAT, mensurada através da taxa de produção de O2 e H2O em Proporção de H2O2, em resposta à quantidade de peróxido de hidrogênio na leitura em espectrofotômetro. Para análise estatística foram utilizados os testes de Shapiro-Wilk, Levene e Tukey, com nível de significância de p < 0,05, as análises foram realizadas com os softwares SPSS 20.0 e GraphPad Prism 5. Constatou-se perda óssea significativa nas hemiarcadas com ligadura quando comparados as não ligadas, atestando a eficiência da ligadura em acumular biofilme e induzir a doença periodontal, os dados demostram que o maior pico de reabsorção óssea ocorreu aos 11 dias.
Publicado
2019-01-01
Seção
Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação – PRPPG