A EFICÁCIA DA LASERTERAPIA NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DA MUCOSITE ORAL : RELATO DE UM CASO NA VIVÊNCIA DA PRÁTICA DE INICIAÇÃO DOCENTE

  • Renan Ribeiro Benevides
  • Denise Hélen Imaculada Pereira de Oliveira, Marcelo Bonifácio da Silva Sampieri
  • Filipe Nobre Chaves

Resumo

A mucosite oral é a sequela mais comum no tratamento citoredutivo induzido por radioterapia e/ou quimioterapia inseridos no tratamento antineoplásico. Mucosite oral evolui rapidamente, se não tratada, se transformando em úlceras, muitas vezes dolorosas, apresentando como a principal fator para desistências e falhas durante o tratamento antineoplásico. Recentemente, a laserterapia é um método que vem sendo muito utilizado para tratar esses tipos de lesões e propiciar um maior conforto ao paciente durante o tratamento. O objetivo do presente trabalho é demonstrar um relato de caso de mucosite oral relacionado a radioterapia e tratado com laserterapia de baixa potência no contexto da Monitoria de Iniciação a Docência da disciplina de Métodos de Diagnóstico do curso de Odontologia da UFC campus Sobral. A paciente sexo feminino, feoderma, normossistêmica estava sob tratamento radioterápico de uma lesão neoplásica maligna em orofaringe, sendo feitas 3 sessões por semana. Concomitante a radioterapia, a paciente estava sob tratamento preventivo da mucosite oral, sendo aplicado o laser de baixa potência em 25 pontos da cavidade oral seguindo o protocolo de 1J/cm² de vermelho por ponto. Após da 13° sessão de radioterapia a paciente apresentou um quadro de mucosite grau 3 na região de palato, onde ela não conseguia ingerir alimentos sólidos, ingerindo só líquidos além de relatar muita dificuldade na deglutição. A partir desse quadro, foi aplicado laser em 5 pontos no palato com 4J/cm² vermelho e infravermelho. Dois dias depois, após a 14° sessão de radioterapia a paciente apresentava um quadro de mucosite grau 1 apresentando um leve eritema. Após a 15°sessão de radioterapia , dois dias depois da última aplicação, a paciente apresentava mucosite grau 0, tendo o seu quadro estável e sem relatar nenhuma sintomatologia dolorosa. Foi mantido o protocolo de 1J/cm² até o final do tratamento radioterápico, onde não houve mais a evolução de lesão.
Publicado
2019-01-01
Seção
Encontro de Iniciação à Docência – PROGRAD