ENSINO EMERGENCIAL REMOTO: A SALA DE AULA INVERTIDA COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA GRADUAÇÃO

Autores

  • Carolina Morais Ribeiro da Silva

Resumo

O ensino de língua estrangeira no Brasil ganha terreno entre a população acima de 16 anos. Jovens entre 18 e 24 anos fazem parte de 10,3% da população brasileira que afirma ter algum conhecimento em língua inglesa (BRITISH COUNCIL, 2014). Essa faixa etária é também a realidade de grande parte de alunos matriculados em cursos diversos de graduação da Universidade Federal do Ceará, e que escolhem a disciplina optativa Estrutura e Uso da Língua Inglesa, ofertada pelas Casas de Cultura Britânica, como forma de aprimorar seus conhecimentos linguísticos e de praticar a língua estrangeira dentro do currículo regular de seu curso. Este trabalho tem como objetivo compreender os processos que envolvem o ensino de língua inglesa na disciplina Estrutura e Uso da Língua Inglesa I, de caráter optativo e adaptada à modalidade de ensino remoto emergencial da universidade. Mais especificamente, propõe-se uma análise do uso da sala de aula invertida como estratégia de ensino na graduação para promover a autonomia e o pensamento crítico (FREIRE, 1996) dos graduandos. Com o intuito de compreender os processos de aprendizagem autônoma de forma remota, foi utilizado o método da comparação constante (CHARMAZ, 2009) presente na teoria fundamentada nos dados (TFD) (STRAUSS; CORBIN, 2008). Após os movimentos analíticos de comparação e contraste de um questionário diagnóstico aplicado aos alunos, os incidentes lexicais (SILVA, 2019) relacionados aos fenômenos presentes no ato de aprender remotamente através da sala de aula invertida foram identificados e agrupados. Os resultados parciais apontam para a presença de incidentes lexicais individuais em que o uso da sala de aula invertida é elemento fundamental para a aquisição da autonomia do aprendiz. Esta autonomia é alcançada através do revezamento entre aulas síncronas e assíncronas, contribuindo para um melhor desempenho do aprendiz e maior aproveitamento do tempo de aula em momento síncrono.

Publicado

2021-01-01

Edição

Seção

XIII Encontro de Docência no Ensino Superior