ABORDAGEM E TRATAMENTO DO TABAGISMO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

  • Rônney Pinto Lopes Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Ana Suelen Pedroza Cavalcante Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Diógenes Farias Gomes Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Marcos Aguiar Ribeiro Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Diego Pinheiro Mathias Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Gabriel Pereira Maciel Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)
Palavras-chave: Tabagismo, Abandono do Uso de Tabaco, Atenção Primária à Saúde.

Resumo

Este estudo teve como objetivo descrever a experiência da implementação da abordagem e tratamento do tabagismo na Atenção Primária à Saúde de um município nordestino, por meio de grupo operativo. Trata-se de um relato de experiência sobre as ações de controle tabágico, seguindo as etapas de (i) realização de busca ativa de fumantes no território, (ii) acolhimento e primeiro atendimento, (iii) estratificação quanto ao estágio motivacional para mudança, (iv) realização das sessões de grupo para cessação tabágica e (v) instituição da farmacoterapia. Durante os encontros, utilizou-se a abordagem ativa por meio da problematização, com ênfase nos principais conhecimentos que o fumante deve incorporar. A implementação da abordagem e tratamento do tabagismo no âmbito da APS permitiu, num primeiro passo, realizar o diagnóstico situacional de uma população específica e em território determinado, processo importante para o levantamento de problemas e construção de ações qualificadas e abrangentes.

Referências

ACHARYA, A. et al. NCI Tobacco Control Monograph Series, 21 [Internet]. Bethesda (EstadosUnidos): U.S. Department of Health and Human Services, National Institutes of Health, National Cancer Institute; Genebra (Suíça): World Health Organization, 2016 Disponível em: http://cancercontrol.cancer.gov/brp/tcrb/monographs/21/docs/m21_complete.pdf. Acesso em: 10 ago. 2017.

AZEVEDO, R. C. S. et al. Grupo terapêutico para tabagistas: resultados após seguimento de dois anos. Revista da Associação Medica Brasileira, v. 55, n. 5, p. 593-596, 2009.

BRASIL. Ministério da Saúde (BR). Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Abordagem e tratamento do fumante: Consenso 2001. Rio de Janeiro: INCA; 2001.

BRASIL. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: o cuidado da pessoa tabagista. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais: Rename 2014. 9. ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 1035, de 31 de maio de 2004. Amplia o acesso à abordagem e ao tratamento do tabagismo para a rede de atenção básica e de média complexidade do Sistema Único de Saúde.Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília (DF), 2004 jun1; Seção 1:24.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 442, de 13 de agosto de 2004. Aprova o Plano para Implantação da Abordagem e Tratamento do Tabagismo no SUS e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Dependência à Nicotina.Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília (DF), 2004 ago17; Seção 1:62-5.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 571, de 5 de abril de 2013. Atualiza as diretrizes de cuidado à pessoa tabagista no âmbito da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e dá outras providências.Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília (DF), 2013 abr 8; Seção 1:56-7.

CAMPOS, P. C. M.; GOMIDE, M. O Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) na perspectiva social: a análise de redes, capital e apoio social. Cadernos de Saúde Coletiva, v.23, n.4, p. 436-444, 2015.

CASTRO, M. R. P; MATSUO, T; NUNES, S. O. V. Características clínicas e qualidade de vida de fumantes em um centro de referência de abordagem e tratamento do tabagismo. Jornal Brasileiro de Pneumologia, Brasília, v. 1, n. 36, p. 67-74, 2010.

FAGERSTRÖM, K. O. Measuring degree of physical dependence to tobacco smoking with reference to individualisation of treatment. Addictive Behaviors, v. 3, p. 235-241, 1978.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 184p.

PROCHASKA, J. O.; DICLEMENTE, C. C.; NORCROSS, J. C. In search of how people change: applications to addictive behaviors. American Psychology, Washington, DC, v. 47, n. 9, p. 1102, 1992.

REITSMA, M. B. et al. Smoking prevalence and attributable disease burden in 195 countries and territories, 1990–2015: a systematic analysis from the Global Burden of Disease Study 2015. Lancet, v. 388, p. 1659-1724, 2017.

ROMERO, L. C.; COSTA e SILVA, V. L. 23 Anos de Controle do Tabaco no Brasil: a Atualidade do Programa Nacional de Combate ao Fumo de 1988. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, v. 57, n. 3, p. 305-314, 2011.

SALES, M. P. U. et al. Ambulatório de apoio ao tabagista no Ceará: perfil dos pacientes e fatores associados ao sucesso terapêutico. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 32, n.6, p. 410-417, 2006.

SATTLER, A. C. Prevalência da abstinência ao tabaco de pacientes tratados em unidades de saúde de Vitória-ES e fatores relacionados. 2011. 99 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências da Saúde, Vitória, 2011.

SOUZA, E. S. T. de et al. Estrutura fatorial da versão brasileira da escala razões para fumar modificada. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 55, n. 5, p. 557-562, 2009.

VIEIRA, S.A.P. Prevalência de tabagismo e motivações para fumar: estudo de base populacional, em Florianópolis. 2014. Dissertação - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2014.

Publicado
2019-09-12