Mineralizações Manganesíferas Supergênicas Enriquecidas em Tálio na Mina Perdizes, São Desidério, Oeste do Estado da Bahia: Tipologia, Mineralogia e Associação Metálica do Minério

  • Demilton Brito Bonfim
  • Clayton Ricardo Janoni
  • Oldair Donizeti Leite
  • Jorge Luís Oliveira Santos
  • Luís Gomes Carvalho

Resumo

O estado da Bahia possui importantes distritos manganesíferos, especificamente na região oeste, gerado em condições sedimentares e supergênicas, que requerem investigações apuradas sobre sua metalogênese, frente às recentes descobertas de metais raros (tálio, cobalto e escândio) a ele associados. Sendo assim, o foco deste estudo é a investigação metalogenética na maior área minerada em manganês no oeste da Bahia, nos anos 80 e 90, que foi a Mina Perdizes. Para alcançar os objetivos desta pesquisa, foi realizada visita de campo com amostragem, estudos de Difratometria de Raios-X (DRX) e análises geoquímicas para se determinar os teores de manganês, ferro e tálio. A compartimentação geológica da região se expressa por litologias de origem sedimentar marinha, de idade neoproterozoica (Grupo Bambuí), que são recobertas pela sedimentação continental eólica de idade cretácea (Grupo Urucuia), e por fim, sotopostas a todo este pacote, ocorrem coberturas cenozoicas inconsolidados, detrito-lateríticas. O quadro geológico da Mina Perdizes, é constituído por litofácies regidas através de processos e ação pedogenética, atuante nesta porção da Bacia Sanfranciscana. Sendo elas, da base para o topo: fácies saprólito, fácies horizonte aluminoso oxidado, fácies horizonte ferruginoso, e fácies latossolo vermelho-amarelado. Estudos de Difratometria de Raios-X (DRX), demonstram que concreções de manganês, densas de coloração cinza-azuladas e concreções lateritizadas (pisólitos), foram as únicas tipologias que apresentaram minerais de manganês no quadro geológico da mina. As análises geoquímicas indicaram que o processo supergênico, formador das mineralizações manganesíferas, foram mais intensos nos chapadões do Urucuia, do que em relação às áreas intervales, no oeste da Bahia.

Publicado
2017-02-03
Seção
Artigos