Orientação acadêmica como espaço de integração intelectual, social e afetiva

Palavras-chave: Relação orientando-orientador, Adriana Bogliolo Sirihal Duarte, Narrativa, Pós-graduação

Resumo

O presente artigo objetiva rememorar características da orientadora Adriana Bogliolo Sirihal Duarte conforme a percepção de suas orientandas. Para tanto, intercala elementos da literatura acerca da relação orientando-orientador com a narrativa de sete de suas orientandas, em nível de mestrado e doutorado. A narrativa se divide em três instâncias que se integram, a saber: (a) esfera intelectual, que centra-se nas contribuições epistemológicas da docente nas atividades da pós-graduação e no desenvolvimento da pesquisa; (b) esfera social, compreendida como uma ampliação do processo de orientação, estendendo-se à formação profissional dos discentes e percebendo o orientador como um mentor; (c) esfera afetiva, que aborda as diversas formas de suporte emocional que o orientador pode oferecer ao discente, guiando-o em sua vivência acadêmica. Os relatos evidenciam o extenso suporte oferecido pela orientadora Adriana ao longo de todo o processo de formação de mestres e/ou doutores por ela orientados. Muitas vezes, tal relação configurou-se como uma verdadeira parceria que se estendia, inclusive,  para além da jornada acadêmica.

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Publicado
2019-05-13
Como Citar
GANDRA, T. K.; ROCHA, J. A. P. Orientação acadêmica como espaço de integração intelectual, social e afetiva. Informação em Pauta, v. 4, n. Especial, p. 83-100, 13 maio 2019.