LIBERALISMO E FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO EM ADAM SMITH

Autores

  • Paulo Henrique Freitas Maciel UFCA- Universidade Federal do Cariri
  • Antonia de Abreu Sousa Instituto Federal do Ceará - IFCE http://orcid.org/0000-0003-4970-4079
  • Ana Carmita Bezerra de Souza Universidade Federal do Cariri - UFCA

DOI:

https://doi.org/10.29148/labor.v1i19.33614

Palavras-chave:

ECONOMIA POLÍTICA, EDUCAÇÃO, FINANCIAMENTO PÚBLICO

Resumo

Neste artigo evidencia-se as principais ideias que consubstanciam as práticas econômicas liberais, a partir de um autor considerado fundamental para compreensão do liberalismo clássico: Adam Smith. São elas: a concepção natural de sociedade; a origem das desigualdades sociais; as fontes de renda: salários, juros, lucros e renda da terra;o financiamento de atividades pela coletividade, destacando a educação. Propriedade privada e desigualdade social possuem interfaces pouco sutis. A propriedade seria fundamentada no direito dos homens de se apropriar da natureza, através do trabalho.Ou seja, o trabalho é fonte de riqueza e justificativa da propriedade privada. A origem das desigualdades sociais se explica pela laboriosidade de uns enquanto outros preferem o descanso eos prazeres da vida. Considere-se a divisão da sociedade nos segmentos de trabalhadores, proprietários de terra e de capitalista; e também, em alguns casos, um trabalhador pode ser, ao mesmo tempo, patrão e empregado (mesmo que sejam raros, como reconhece Smith), sendo, portanto, proprietário de mais de uma fonte de renda. Smith (1996) defende que o beneficiado com determinada ação a financie. Assim, o Estado pode pagar pela educação na medida em que esta beneficia a todos, pois forma pessoas menos propensas a se rebelar e também porque esses alguns conhecimentos básicos, essenciais para a vida na sociedade comercial, não serão adquiridos pelo próprio trabalhador se o Estado não intervier. O pagamento feito ao professor deve ser incentivado para que seja feito pelo próprio trabalhador, pois do contrário o professor seria negligente com o seu ofício. Tendo uma concepção de sociedade baseada em leis naturais, Smith (1996) concebe o capitalismo e o livre mercado como resultado natural do desenvolvimento humano. Ou seja, a sociedade caminha naturalmente para a formação social baseada no mercado e nas diferenças de classes sociais. A educação e suas implicações se inserem neste contexto.

Biografia do Autor

Paulo Henrique Freitas Maciel, UFCA- Universidade Federal do Cariri

Economisa na UFCA lotado na Pró-reitoria de ensino.

Antonia de Abreu Sousa, Instituto Federal do Ceará - IFCE

Doutora em Educação Brasileira, pela Universidade Federal do Ceará; pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Trabalho e Qualificação Profissional – LABOR; pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Educação Profissional – NUPEP; professora no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE.

Ana Carmita Bezerra de Souza, Universidade Federal do Cariri - UFCA

Doutora em Educação Brasileira, pela Universidade Federal do Ceará; pesquisadora Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências da Natureza, Tecnologia e Educação – INCINATE; professora da Universidade Federal do Cariri – UFCA.

Referências

MANACORDA, Carlos Alighiero. História da Educação: da antiguidade aos nossos dias. – 11. Ed. – São Paulo: Cortez, 2004.

LOCKE, John. Dois tratados sobre o governo. Tradução de Julio Fischer. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

SMITH, A. A riqueza das Nações. Rio de Janeiro: Abril Cultural, 1996.

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Publicado

2018-11-07

Como Citar

FREITAS MACIEL, Paulo Henrique; SOUSA, Antonia de Abreu; SOUZA, Ana Carmita Bezerra de. LIBERALISMO E FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO EM ADAM SMITH. Revista Labor, [S. l.], v. 1, n. 19, p. 46–62, 2018. DOI: 10.29148/labor.v1i19.33614. Disponível em: http://www.periodicos.ufc.br/labor/article/view/33614. Acesso em: 22 fev. 2024.

Edição

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