A oficina de vídeo como potência de pesquisa em psicologia: luz, câmera, criação!

  • Lorrana Caliope Castelo Branco Mourão UNILEÃO
Palavras-chave: Pesquisa-Intervenção, Oficina de Vídeo, escola

Resumo

O presente artigo tem como objetivo abordar a Oficina de Vídeo como um dispositivo que potencializa a Pesquisa-Intervenção, trazendo luz a elementos da experiência de pesquisa de dissertação intitulada As Práticas de Preconceito e de Tolerância no contexto escolar: o outro como questão, em que foi trabalhada a perspectiva téorica-metodológica da Pesquisa-Intervenção junto ao dispositivo Oficina de Vídeo. Inicialmente, o texto discute as principais referências teóricas da Pesquisa-Intervenção, tendo como base os principais teóricos brasileiros e estrangeiros que abordam o tema, como Marisa Lopes da Rocha, Simone Paulon e René Lourau. No segundo tópico, apresenta-se de forma sucinta a pesquisa de dissertação citada. Logo em seguida abordamos a utilização do dispositivo Oficina de Vídeo dentro do processo de pesquisa, em que trabalhamos junto aos alunos tanto exibição quanto produção de vídeos que abordassem a temática. Ao todo, tivemos treze encontros na Oficina de Vídeo. Como resultado, pudemos observar o quanto a Oficina de Vídeo foi importante no processo da pesquisa, pois possibilitou a coautoria e a narração da experiência, além de ter sido um dispositivo que trouxe uma problematização acerca das próprias resistências dentro do processo da pesquisa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Lorrana Caliope Castelo Branco Mourão, UNILEÃO
Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará, professora da UNILEÃO.

Referências

Deleuze, G. (1999). O ato de criação. Folha

de São Paulo, Caderno Mais!.

Foucault, M. (1994). Dits et écrits. Paris:

Gallimard.

Lapoujade, D. (2013). Desprogramar o futuro.

In A. Novaes (Org.), Mutações: o futuro

não é mais o que era. São Paulo:

Edições Sesc-SP.

Larrosa, J. (2001). Notas sobre a experiência

e o saber da experiência. Revista

Brasileira de Educação, 19(2), 20-28.

Larrosa, J., & Kohan, W. (2002).

Apresentação da coleção. In J. Ranciere

(Org.), O mestre ignorante – cinco lições

sobre a emancipação intelectual. Belo

Horizonte: Autêntica.

Lins, D. (2005). Tolerância ou imagem do

pensamento? In D. Passeti & S. Oliveira

(Orgs.), A Tolerância e o intempestivo.

Cotia, SP, Ateliê Editorial.

Lourau, R. (1995). Análise Institucional.

Petrópolis, RJ: Ed. Vozes.

Lourau, R. (2004). Uma apresentação da

Análise Institucional. In S. Altoé (Org.),

René Lourau: analista institucional em

tempo integral. São Paulo: Hucitec.

Miranda, L. L. (2007). Reflexões sobre educação,

pós-mídia e produção de subjetividade

no contexto escolar. In: A. M.

Machado et. al. (Orgs.), Novos possíveis

no encontro da psicologia com a educação.

São Paulo: Casa do Psicólogo.

Miranda, L. L. (2009). Fazendo mídia, pensando

educação: reverberações do mesmo

canal. Rev. Comunicação & Sociedade,

(51), 89-112.

Miranda, L. L. (2014). Uma câmera na mão

e um dispositivo na cabeça: Carta Aos

Pesquisadores. In A. Bernardes (Org),

Cartas para pensar: políticas de pesquisa

em psicologia (p. 77-88). Vitória: EDUFES.

Paulon, S. M. (2005). A análise de implicação

como ferramenta na pesquisa-intervenção.

Psicologia & Sociedade,

(3), 18-25.

Rocha, M. L. (2006). Psicologia e práticas

institucionais: A pesquisa-intervenção em

movimento. Revista Psico, 37(2), 169-174.

Rocha, M. L., & Aguiar, K. (2003). Pesquisaintervenção

e a produção de novas análises.

Revista Psicologia Ciência e

Profissão, 23(4), 63-77.

Rocha, M. L., & Aguiar, K. (2007).

Micropolítica e o Exercício da Pesquisaintervenção:

Referenciais e Dispositivos

em Análise. Revista Psicologia Ciência e

Profissão, 27(4), 648-663.

Skliar C. (2003). Pedagogia (improvável) da

diferença. E se o outro não estivesse aí?

Rio de Janeiro, RJ: DP&A.

Skliar, C. (2014). Desobedecer a linguagem:

Publicado
2017-06-02
Como Citar
Mourão, L. C. C. B. (2017). A oficina de vídeo como potência de pesquisa em psicologia: luz, câmera, criação!. Revista De Psicologia, 8(1), 65-74. Recuperado de http://www.periodicos.ufc.br/psicologiaufc/article/view/18791
Seção
Artigos