Laboratório Gestáltico e Laboratório PesquisarCOM: práticas no rastro de uma psicologia no feminino

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Palavras-chave:

Palavras-chave, Laboratório Gestáltico, PesquisarCOM, prática de pesquisa, ciência no feminino.

Resumo

O artigo tem como proposta discutir as práticas desenvolvidas no Laboratório gestáltico (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ) e no Laboratório PesquisarCOM (Universidade Federal Fluminense - UFF) a partir do que elas têm em comum e também de singular. Esses laboratórios compõem a formação acadêmica na psicologia através de uma certa ruptura com o saber hegemônico. Para conduzir essa discussão, nos reportaremos às práticas aqui entendidas não como subordinadas a uma teoria, mas sim no sentido proposto por Stengers, que enfatiza as relações e negociações realizadas no processo de fazer ciência. É também em Stengers que encontramos ressonâncias fundamentais para pensarmos uma direção: outra perspectiva para a noção de objetividade, a importância da escrita e da narrativa nos artigos e relatos de pesquisa e ainda a importância de acompanhar os modos de construção, os agenciamentos e negociações que emergem tanto do campo de pesquisa quanto das ações que realizamos no âmbito da formação acadêmica. Tais possibilidades nos permitem fazer com o outro e não sobre o outro, trazendo reflexões que nos deslocam de um pensamento mais tradicional para um espaço mais sensível, ampliando o campo do nosso fazer e produzindo novos efeitos na formação e práticas acadêmicas.

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Biografia do Autor

Eleonora Torres Prestrelo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Psicóloga (CRP 05/7449; mestra em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1989). Especialização em Métodos de Pesquisa em Saúde Mental (ENSP/FIOCRUZ); Especialização em Psiconcologia pela Sociedade Brasileira de Psiconcologia (SBPO); Terapeuta Comunitária; Professora Assistente e Supervisora de Estágio Especializado em Gestalt-Terapia no Instituto de Psicologia /UERJ; Coordenadora dos Projetos de Extensão: " Laboratório Gestáltico: configurações e práticas contemporâneas" e "GAPsi- Grupos de Apoio Psicológico"; Coordenadora do Núcleo de Extensão do IP/UERJ; professora convidada de cursos de Especialização em Gestalt-Terapia do Rio de Janeiro. Doutora em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense na linha de pesquisa: Subjetividade, Política e Exclusão Social, vinculada ao Grupo de Pesquisa Entre_Redes.

Laura Cristina de Toledo Quadros, Universidade do Estado do Rio de Janeiro UERJ

Laura Cristina de Toledo Quadros 

(CRP 05/12561) Gestalt terapeuta, Dra. em Psicologia Social/UERJ, Mestre pela FGV/UFRJ, Profa adjunta do IP/UERJ do Departamento de Psicologia Clínica Supervisora e Chefe do SPA/UERJ; Prof da Pós Graduação em Psicologia Social/ UERJ; Coord. do Projeto COMtextos: Arte e livre expressão na abordagem gestáltica e vice do Laboratório Gestáltico; profa. de cursos de Especialização em Gestalt-Terapia/RJ. Organiz. de “O Tempo e a Escuta da Vida: configurações gestálticas e práticas contemporâneas” e autora de artigos na área.

Márcia Oliveira Moraes, Universidade Federal Fluminense UFF

Doutora em Psicologia Clínica PUC/SP. Professora Associada do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense, com atuação no Curso de Graduação e na Pós-graduação em Psicologia. Bolsista de produtividade do Cnpq. Líder do grupo de pesquisa Entre_redes, cadastrado no Cnpq. Coordenadora do Projeto de Pesquisa Perceber sem Ver. Financiamento de Pesquisa: Faperj, Cnpq. Cientista do Nosso Estado, Faperj -Rj; autora de livros e artigos na área da psicologia

 

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Publicado

2018-07-01

Como Citar

Prestrelo, E. T., Quadros, L. C. de T., & Moraes, M. O. (2018). Laboratório Gestáltico e Laboratório PesquisarCOM: práticas no rastro de uma psicologia no feminino. Revista De Psicologia, 9(2), 50–59. Recuperado de http://www.periodicos.ufc.br/psicologiaufc/article/view/20244

Edição

Seção

Artigos