Programa de extensão: clínica, estética e política do cuidado

Autores

  • Emilie Fonteles Boesmans Universidade Estadual do Ceará
    • Sâmara Gurgel Aguiar Universidade de São Paulo
      • Rebeca Carolinne Castro Gomes Universidade Federal do Ceará
        • Taís Bleicher Universidade Federal do Ceará

          Palavras-chave:

          Saúde mental, clínica, infância, adolescência.

          Resumo

          Este trabalho visa apresentar o programa de extensão “Clínica, Estética e Política do Cuidado”, denotando os diversos eixos buscados em sua atuação. O programa tem como objetivos principais oferecer atendimento de orientação psicanalítica a crianças e adolescentes em sofrimento psíquico e seus cuidadores e fomentar a formação de alunos e profissionais acerca do trabalho clínico-institucional com essa clientela, sob uma perspectiva interdisciplinar. É realizado em parceria com o Centro de Referência à Infância – INCERE, que fornece supervisão clínica. Em 2015, ainda na modalidade de projeto de extensão, realizou dois grupos de estudos e dois simpósios locais sobre temáticas relacionadas. Como novas atividades para 2016, estão previstos o estabelecimento e a formalização de parcerias com outras instituições, para expansão e fortalecimento do serviço junto à rede socioassistencial, bem como a formação em gestão clínica de processos. Em seu primeiro ano, nos seus diversos espaços (clínica, supervisão e reuniões administrativas) foi possível discutir temas relevantes e atuais no âmbito das políticas públicas de saúde mental: a querela dos diagnósticos, fragilidade e desarticulação da rede de atenção psicossocial, medicalização da infância, importância do trabalho interdisciplinar e da articulação intersetorial para o cuidado.

          Downloads

          Os dados de download ainda não estão disponíveis.

          Biografia do Autor

          • Emilie Fonteles Boesmans, Universidade Estadual do Ceará
            Universidade Estadual do Ceará (UECE) – Brasil. Psicóloga. Mestre em Psicologia (UFC). Professora substituta da Universidade Estadual do
            Ceará (UECE).
          • Sâmara Gurgel Aguiar, Universidade de São Paulo
            Universidade de São Paulo (USP). Psicóloga –. Mestranda em Educação (USP).
          • Rebeca Carolinne Castro Gomes, Universidade Federal do Ceará
            Psicóloga. Mestranda em Psicologia (UFC).
          • Taís Bleicher, Universidade Federal do Ceará
            Universidade Federal do Ceará – Brasil. Psicóloga. Mestre em Psicologia Clínica e Cultura – Universidade de Brasília (UnB). Doutora em Saúde Coletiva (UFC/UECE/UNIFOR), com estância doutoral na Universidade Complutense de Madrid – UCM. Psicóloga clínica (UFC) e professora –Faculdade Católica Rainha do Sertão (FCRS).

          Referências

          Antunes, M.A.M. (2008). Psicologia Escolar

          e Educacional: história, compromissos e

          perspectivas. Revista Semestral da Associação

          Brasileira de Psicologia Escolar e

          Educacional. 12(2) 469-475.

          Berlinck, M. T. (1997). O que é Psicopatologia

          Fundamental. Psicologia: Ciência e

          Profissão. 17(2) 13-20.

          Campos, R. O. (2014). Psicanálise e saúde

          coletiva: interfaces. São Paulo: Hucitec.

          Castro, M. de. (2015). “Esos locos bajitos”.

          Sobre la psiquiatrización de la infância.

          Átopos – salud mental, comunidade y cultura.

          51-61.

          Conselho Nacional do Ministério Público.

          (2014). Atenção Psicossocial a criança e o

          adolescente no SUS: tecendo redes para

          garantir direitos. Brasília: Ministério da

          Saúde.

          Colares, C. A. L.; Moyses, M.A.A,. A Transformação

          do Espaço Pedagógico em Espaço

          Clínico (A Patologização da Educação).

          (s.n.). Recuperado em 29 de março, de

          http://www.crmariocovas.sp.gov.

          br/pdf/ideias_23_p025-031_c.pdf

          Desviat, M. La construcción subjetiva y social

          de las adolescencias Átopos – salud

          mental, comunidade y cultura. 16. 2-14.

          Dor, J. (1991). Estruturas e perversões.

          Porto Alegre: Artes médicas.

          Dor, J. (1994). Estruturas e clínica psicanalítica.

          Rio de Janeiro: Taurus Editora.

          Freud, S. (1996) (1919 [1918]). Sobre o ensino

          da Psicanálise nas universidades. In:Edição standart brasileira das obras psicológicas

          completas de Sigmund Freud. (Vol.

          ; p187 a 189). Rio de Janeiro: Imago.

          (Original publicado em 1919).

          Lacan, J. (1992). O Seminário - livro 17:

          O avesso da Psicanálise. Rio de Janeiro:

          Imago.

          Leite, M.P.S. (2010). Psicanálise lacaniana:

          cinco seminários para analistas kleinianos.

          São Paulo: Iluminuras.

          Levin, E (2005). As Crianças da Outra Escolaridade.

          In: Levin, E. Clínica e Educação

          com As Crianças do Outro Espelho.

          (pp.247-271). Petrópolis, RJ: Vozes.

          Miller. J.A. (1988). Percurso de Lacan: uma

          introdução. Rio de Janeiro: Zahar.

          Oliveira, L. G. M. (1996). A transferência

          no trabalho com os pais na instituição.

          Recuperado em: 03 de abril de

          http://pepsic.bvsalud.org/scielo.

          php?script=sci_arttext&pid=S1415-

          &lng=pt&tlng=pt.

          Pereira, M. E. C.; DSM IV, O. (1996). Questões

          preliminares para um debate entre a

          psicanálise e a psiquiatria no campo da

          psicopatologia. Coletâneas da Associação

          Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em

          Psicologia. 16(1) 43-53.

          Schmidt, A. P. (s.n.). Multidisciplina, Interdisciplina

          e Transdisciplina na Abordagem

          Terapêutica dos Transtornos do Desenvolvimento

          na Infância. Brasília, DF. (Comunicação

          pessoal).

          Timimi, S. La McDonaldización de la infancia:

          La Salud Mental Infantil en las culturas

          neoliberales. Átopos – salud mental,

          comunidade y cultura. 16. 15-35.

          Vorcaro, A. (1999). Crianças na psicanálise:

          clínica, instituição e laço social. Rio de

          Janeiro: Companhia de Freud.

          Whitaker, R (2005). Anatomy of an Epidemic:

          Psychiatric Drugs and the Astonishing

          Rise of Mental Illness in America. Ethical

          Human Psychology and Psychiatry. 7(1)

          -35.

          Downloads

          Publicado

          2017-05-30

          Edição

          Seção

          Artigos

          Como Citar

          Programa de extensão: clínica, estética e política do cuidado. (2017). Revista De Psicologia, 7(2), 142-150. https://periodicos.ufc.br/psicologiaufc/article/view/6282