Prontuário Eletrônico do Paciente: percepção dos profissionais da Atenção Primária em Saúde

  • Raquel dos Santos de Souza Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Pedro Do Valle Teichmann UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL http://orcid.org/0000-0003-0617-0927
  • Tiago Sperb Machado Secretaria Municipal de Saúde. Prefeitura Municipal de Esteio, RS
  • Débora Fabiane Figueiró Serafim Secretaria Municipal de Saúde. Prefeitura Municipal de Esteio, RS
  • Vânia Naomi Hirakata Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação. Hospital de Clínicas de Porto Alegre
  • Clécio Homrich da Silva Programa de Pós-Graduação Ensino na Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo

Objetivo: avaliar a percepção dos profissionais da Atenção Primária em Saúde (APS) sobre o processo de implementação e uso do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Método: estudo transversal quantitativo e qualitativo. Um instrumento com perguntas e respostas padronizadas (tipo Likert), testado pelo teste de confiabilidade Alpha de Cronbach, avaliou o PEP. A Análise Fatorial identificou uma menor quantidade de variáveis comuns e o teste de esfericidade de Bartlett verificou a presença de correlações entre elas. A Medida de Adequação da Amostra (MAS) quantificou o grau de intercorrelações entre as variáveis e a adequação da análise. Resultados: a percepção positiva sobre a utilização do PEP pelos profissionais mostrou associação com as capacitações prévias. Recepcionistas (p=0,001) e profissionais que atuam há menos de dois anos (p=0,024) demonstraram maior necessidade de capacitações e informações sobre o Prontuário. Já os enfermeiros mostraram adequação de sua atividade profissional com o PEP (p= 0,025). Conclusões: embora o PEP tenha contribuído na prática dos profissionais, treinamentos, capacitações e maiores informações sobre esta ferramenta são necessários para qualificar a assistência na APS do município.

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Biografia do Autor

Raquel dos Santos de Souza, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Programa de Pós-Graduação Ensino na Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Pedro Do Valle Teichmann, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Acadêmico de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do sul.

Tiago Sperb Machado, Secretaria Municipal de Saúde. Prefeitura Municipal de Esteio, RS

Graduado em Enfermagem pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) (2008). Especialista em Saúde Coletiva pelo Centro Universitário Metodista - IPA (2010). Servidor público concursado na Secretaria Municipal de Saúde de Esteio/RS.

Débora Fabiane Figueiró Serafim, Secretaria Municipal de Saúde. Prefeitura Municipal de Esteio, RS

Residencia Multiprofissional em Saúde Comunitária pela Universidade Luterana do Brasil(2016) Atualmente e em Gestão de políticas publicas da Escola de Saúde Pública.

Vânia Naomi Hirakata, Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação. Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Possui graduação em Estatística pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994) e mestrado em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas (1999). Atualmente é estatística do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Tem experiência na área de Estatística e Epidemiologia, com ênfase em Estatística Aplicada.

Clécio Homrich da Silva, Programa de Pós-Graduação Ensino na Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mestrado em Pediatria (1998) e doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente (2007) pela UFRGS. Pós-doutorado no Centre for Global Child Health do Sick Kids Hospital em Toronto no Canadá (2014); Atividades profissionais: professor associado e, atualmente, chefe do Departamento de Pediatria/UFRGS e dos Programas de Pós-graduação da UFRGS de Saúde da Criança e do Adolescente e de Ensino na Saúde - Mestrado Profissional.

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Publicado
2018-12-27