Utilização do software ImageJ para avaliar área de lesão dermonecrótica

  • Jaqueline Fernanda Weber Farmacêutica no Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina - CIATox/SC/SUR/SES e HU/UFSC http://orcid.org/0000-0003-3878-2012
  • André Luís Fernandes dos Santos Atualmente é professor PEB III da Fundação Instituto de Educação de Barueri, no curso de Análises Clínicas, nas disciplinas de Morfofisiologia Humana, Bioquímica, Patologia e Biologia Molecular. http://orcid.org/0000-0001-7053-4989

Resumo

Objetivo: verificar como se utiliza o software livre de análise de imagens ImageJ para avaliar área de lesões em processo de dermonecrose em fotografia digital. Método: realizou-se revisão da literatura de artigos indexados nas bases de dados BVS/LILACS e PubMed com os descritores DeCS/MeSH, filtros: inglês, português e espanhol; estudos experimentais; 2017 e 2018. Busca direta no PubMed e seleção de artigos similares. Resultados: foram selecionados e analisados 10 artigos. Em dois deles o ImageJ foi utilizado para avaliação do processo cicatricial, um validou o sistema de medição portátil com uso de software para avaliar dimensões de feridas e os demais as ferramentas do ImageJ para processamento de imagens Conclusão: ImageJ se apresentou como importante ferramenta no tratamento e análise quantitativa de imagens, oferecendo muitos recursos como parte de seu pacote padrão e outros tantos como plugins e extensões do software, que se adaptam para cada tipo de uso.

Biografia do Autor

Jaqueline Fernanda Weber, Farmacêutica no Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina - CIATox/SC/SUR/SES e HU/UFSC
Possui graduação em Farmácia (2005), com habilitação em Análises Clínicas (2007) pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pós-graduação em Gerontologia pelo Centro de Educação em Saúde Abram Szajman da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (2011). Vivenciou, em nível de residência, a pós-graduação na Residência Multiprofissional em Saúde da Família pela Universidade Federal de Santa Catarina (2012). Conselheira Fiscal da Associação Brasileira de Centros de Informação e Assistência Toxicológica e Toxicologistas Clínicos (ABRACIT) no período de 2017 e 2018. Empresária nas sociedades Serviço de Suporte ao Desenvolvimento Humano LTDA e Life Care Assistência Domiciliar LTDA, atuando como sócia administradora e responsável técnica farmacêutica nos serviços em saúde de atenção e assistência à domicílio, Home Care, (2017-2018). Especialista em Informática em Saúde pela Escola Paulista de Medicina, EPM - UNIFESP, (2019). Atualmente, desenvolve atividades na área de Toxicologia (de 2017 até o momento) como farmacêutica no Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), órgão da Secretaria da Saúde do Estado de Santa Catarina e centro de referência estadual em Toxicologia, é membro da Entidade ABRACIT como Diretora Tesoureira e presta serviços farmacêuticos à Fundação FAPESP (CeTICS - Butantan) em Projeto de Pesquisa (de 2018 até o momento).
André Luís Fernandes dos Santos, Atualmente é professor PEB III da Fundação Instituto de Educação de Barueri, no curso de Análises Clínicas, nas disciplinas de Morfofisiologia Humana, Bioquímica, Patologia e Biologia Molecular.
Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade de São Paulo (2000), mestrado em Clínica Veterinária pela Universidade de São Paulo (2005) e doutorado em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo (2012). Atualmente é professor PEB III da Fundação Instituto de Educação de Barueri, no curso de Análises Clínicas, nas disciplinas de Morfofisiologia Humana, Bioquímica, Patologia e Biologia Molecular. Tem experiências nas áreas de Medicina Veterinária (Clínica Médica Veterinária de cães e gatos e Bioterismo) e Biologia Molecular.
Certificado pelo autor em 30/11/2018

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Publicado
2019-08-27