Por uma Mudança de Paradigma: Antinegritude e Antagonismo Estrutural

João Costa Vargas

Resumo


Ao propor a substituição da díade analítica canônica brancx-não brancx pela díade analítica negrx-não negro, esse artigo propõe que a gramática da antinegritude e seu campo assimétrico de posicionalidades são normativos, subliminares, ubíquos, transhistóricos, e assim efetivamente imunes à contestação. Esta gramática estabelece a ausência negra como auto-evidente. O fato de as pessoas negras compartilham e reproduzem esse universo simbólico antinegro demonstra exemplarmente a naturalização e onipresença desse universo. Isso mostra como que a negritude, mesmo para pessoas negras, é vista normativamente como a antítese da humanidade em um mundo antinegro. Consequentemente, uma consciência negra que não é dependente da gramática da antinegritude só é possível quando a antinegritude e o mundo cognitivo e social que ela alicerça são destruídos.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Revista de Ciências Sociais



Revista de Ciências Sociais, fundada em 1970. Periódico indexado no Portal de Periódicos Capes, Google Acadêmico, LiVre, LatindexDiadorim, Sumários.org, REDIB, MLA International BibliographyLatinREV e NSD-Norsk Senter for Forskningsdata.  E-ISSN 2318-4620

Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará
Av. da Universidade, 2995 — Benfica 
Fortaleza, CE — CEP 60020-181 
rcs@ufc.br