EcoSol Feminista Riveramento e Covid-19:

redistribuição, reconhecimento e transnacionalidade.

Palavras-chave: Economia Solidária Feminista Riveramento, redistribuição e reconhecimento, feminismo sem fronteiras

Resumo

No presente trabalho busca-se analisar, a partir da “teoria da redistribuição e do reconhecimento”, da norte-americana Nancy Fraser, e do conceito de “feminismo sem fronteiras”, da brasileira Marlise Matos, os movimentos do grupo internacional de feministas Economia Solidária Feminista Riveramento, o qual desenvolve suas atividades nas cidades gêmeas de Santana do Livramento (RS, Brasil) e Rivera (Uruguay) no período marcado pela Covid-19. Para tanto, realizou-se uma pesquisa empírica qualitativa por meio de entrevistas em profundidade, prática etnográfica virtual e análise de conteúdo de materiais publicados em redes sociais. Dessa forma, o trabalho está dividido em três partes: Introdução e metodologia; Análise da Economia Solidária Feminista Riveramento, à luz dos conceitos de “redistribuição e reconhecimento”, de Nancy Fraser, e de “feminismo sem fronteiras”, de Marlise Matos; e as Considerações finais.

Biografia do Autor

Letícia Núñez Almeida, Universidad de la República Uruguay

Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo - USP, com pós-doutorado no PPGEEI do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Rio Grande do Sul - UFRGS, mestre pelo Departamento de Sociologia da mesma instituição. Atualmente é docente de Sociologia e pesquisadora com dedicação total da Universidad de la República del Uruguay.

Agnes Félix Gonçalves, Laboratório de Estudos e Pesquisas Internacionais e de Fronteiras Lepif

Mestra em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Possui graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (2015). Atualmente é pesquisadora - Laboratório de Estudos e Pesquisas Internacionais e de Fronteira.

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Publicado
2021-07-01