Cirurgia de alta frequência no colo uterino: análise dos fatores de recidiva

  • Pâmela Mendes Arruda Universidade Federal do Ceará http://orcid.org/0000-0002-1661-8994
  • Raquel Autran Coelho Universidade Federal do Ceará
  • Karinne Cisne Fernandes Rebouças Maternidade Escola Assis Chateaubraind.
  • Amanda Zélia de Sousa Tavares Universidade Federal do Ceará
  • Gabriele Santana Sá Lima Universidade Federal do Ceará
Palavras-chave: Conização. Neoplasia intraepitelial. Recidiva.

Resumo

Introdução: o tratamento da lesão intraepitelial de alto grau do colo uterino (LIEAG), precursora de carcinoma invasor, é realizado preferencialmente por conização. Objetivo: correlacionar a evolução clínica de pacientes acometidas por LIEAG submetidas a conização com dados do espécime cirúrgico e com fatores epidemiológicos. Metodologia: estudo retrospectivo de 60 pacientes submetidas a conização por cirurgia de alta frequência (CAF) de 2012 a 2015, cujo acompanhamento da evolução foi realizado com exame citopatológico e colposcópico. Foram excluídas as pacientes gestantes, imunossuprimidas, que tinham se submetido apenas à biópsia, conização a frio ou histerectomia e resultados anatomopatológicos sem descrição das margens cirúrgicas. Resultados: a medida da altura da peça variou de 0,5 a 3,3 cm. Dez pacientes apresentaram recidiva. Não houve influência de idade ou fumo e contracepção. Houve diferença significativa entre a profundidade da peça e a ocorrência de margens comprometidas.Visando diminuir as complicações da conização, observa-se uma tendência a redução do tamanho das peças. Este estudo mostrou aumento do risco de margens comprometidas em tais situações, sem repercussão na recidiva de doença. Conclusão: a ocorrência de margens comprometidas foi maior em espécimes menores de conização, mas esse tamanho não influenciou no risco de recidiva de lesão induzida pelo HPV (Papiloma Vírus Humano).

Biografia do Autor

Pâmela Mendes Arruda, Universidade Federal do Ceará
Médica Residente de Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Escola Assis Chateaubraind (MEAC), Universidade Federal do Ceará (UFC)
Raquel Autran Coelho, Universidade Federal do Ceará
Raquel Autran Coelho é graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (FAMED/UFC - 2000), concluiu Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia na Maternidade Escola Assis Chateaubriand da Universidade Federal do Ceará (MEAC/UFC - 2002), Doutorado em Ciências/Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM - 2008), possui Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO/AMB - 2003), Qualificação em Colposcopia pela Sociedade Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (SBPTGIC - 2004) e Certificado de Atuação na Área de Endoscopia Ginecológica - Histeroscopia (FEBRASGO/AMB - 2004). Foi professora substituta da Disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (2006-2008) e professora assistente do Curso de Medicina da Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Atualmente é professora adjunta do Curso de Medicina da Universidade Federal do Cearé (UFC), fellow FAIMER-2013, com interesse na área de Obstetrícia e Ginecologia, Patologia do trato genital inferior, Colposcopia, Histeroscopia, Doenças da vulva e HPV. Fellow do programa FAIMER-2013. Supervisora do Programa de Ginecologia e Obstetrícia, Médica da Maternidade Escola Assis Chateaubraind.
Karinne Cisne Fernandes Rebouças, Maternidade Escola Assis Chateaubraind.
Ginecologista e Obstetra, Maternidade Escola Assis Chateaubraind (MEAC)
Amanda Zélia de Sousa Tavares, Universidade Federal do Ceará
Aluna do curso de graduação de Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Gabriele Santana Sá Lima, Universidade Federal do Ceará
Aluna do curso de graduação de Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Publicado
2017-12-04
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS