http://www.periodicos.ufc.br/revletras/issue/feed Revista de Letras 2019-10-09T14:33:33-03:00 Maria Elias Soares melias@ufc.br Open Journal Systems <p>A Revista de Letras é uma publicação conjunta dos Programas de Pós-Graduação em Letras, e em Linguística da UFC. Trabalhos de mestrandos ou doutorandos somente serão aceitos quando em coautoria com seu orientador. Esses trabalhos podem estar na forma de artigo,ensaio, debate, ou retrospectiva (estado da arte).</p> http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42340 Sumário 2019-10-08T09:43:51-03:00 Revista de Letras revistadeletras.ufc@gmail.com <p>Sumário</p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42355 Apresentação 2019-10-09T14:33:33-03:00 Revista de Letras revistadeletras.ufc@gmail.com <p>Apresentação</p> 2019-10-09T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42329 POR UMA ABORDAGEM HIERÁRQUICA DA GRAMATICALIZAÇÃO: UM EXERCÍCIO DE ANÁLISE 2019-10-08T08:50:04-03:00 Michel Gustavo Fontes revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">O objetivo deste artigo é caracterizar o que tem sido chamado de ‘abordagem hierárquica da<br>gramaticalização’ (cf. HENGEVELD, 2017; FONTES, 2016; 2018). A intenção é, portanto,<br>mostrar de que modo é possível compatibilizar os pressupostos teórico-metodológicos que<br>arquitetam o modelo da Gramática Discursivo-Funcional, de Hengeveld e Mackenzie (2008),<br>com os princípios que definem e identificam o processo de gramaticalização, em sua concepção<br>mais clássica (HOPPER; TRAUGOTT, 2003; BRINTON; TRAUGOTT, 2005). Para tanto, tomase, como objeto de estudo e de descrição linguística, a multifuncionalidade do item ‘ainda’ no<br>português contemporâneo, caracterizada, por Fontes (2016), a partir de quatro diferentes usos:<br>‘ainda’ fasal, ‘ainda’ polar, ‘ainda’ enfático e ‘ainda’ expansivo. O artigo demonstra que esses<br>quatro usos de ‘ainda’ evidenciam uma trajetória de gramaticalização que, com base na<br>Gramática Discursivo-Funcional, pode ser descrita a partir de dois tipos de mudança, conforme<br>propõe Hengeveld (2017): uma mudança de conteúdo, caracterizada pela expansão (ou pelo<br>aumento) nas relações de escopo contraídas por ‘ainda’, e uma mudança formal, marcada pela<br>decategorização de ‘ainda’.<br></span><span class="fontstyle2">Palavras-chave</span><span class="fontstyle0">: funcionalismo; gramaticalização; Gramática Discursivo-Funcional.</span> </p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42330 ANÁLISE FUNCIONAL DE CONECTIVOS EM PORTUGUÊS: DA ABORDAGEM CLÁSSICA À CONSTRUCIONAL 2019-10-08T08:52:33-03:00 Mariangela Rios Oliveira revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Neste artigo, tratamos da análise dos conectivos da língua portuguesa à luz dos<br>pressupostos do Funcionalismo. Na primeira seção, voltamo-nos para o tratamento<br>dos conectivos como classe gramatical do português, com foco em suas propriedades<br>funcionais. Na segunda seção, partimos de uma abordagem clássica dessa classe,<br>baseada nos pressupostos funcionalistas das décadas finais do século XX, a partir dos<br>fundamentos da gramaticalização e da investigação de itens específicos, como se<br>encontra em Givón (1979) e Heine et al (1991), entre outros. Na sequência, chegamos<br>ao tratamento dos conectivos na vertente da Linguística Funcional Centrada no Uso,<br>tendência recente de nossa pesquisa, que integra o tratamento construcional da<br>gramática ao Funcionalismo, nos termos de Traugott e Trousdale (2013) e Hilpert<br>(2014), entre outros. Nessa vertente atual, os conectivos são investigados em<br>perspectiva construcional, de modo mais amplo e holístico, levando em conta as<br>propriedades do contexto em que são usados e os níveis de vinculação de forma e<br>sentido de suas subpartes, conforme a taxonomia proposta por Diewald (2002, 2006).<br></span><span class="fontstyle2">Palavras-chave: </span><span class="fontstyle0">Conectivos; análise funcional; análise construcional.</span> </p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42331 UMA INVESTIGAÇÃO FUNCIONALISTA DA RELAÇÃO RETÓRICA DE CONCLUSÃO NO PORTUGUÊS FALADO 2019-10-08T09:46:20-03:00 Kátia Roseane Cortez dos Santos revistadeletras.ufc@gmail.com Juliano Desiderato Antonio revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Este artigo investiga a relação retórica de conclusão, com o objetivo de caracterizar o seu<br>funcionamento e as marcas formais que a sinalizam. A teoria que norteou a pesquisa foi a<br>Teoria da Estrutura Retórica (Rhetorical Structure Theory – RST), que se insere na tradição<br>funcionalista dos estudos da linguagem. Esta investigação se justifica pelo fato de que, mesmo<br>com a existência das informações essenciais para identificação da relação retórica de<br>conclusão, os analistas que trabalham com RST ainda apresentam alguma dificuldade em sua<br>identificação. As análises partiram de um corpus de língua falada, constituído de cinco<br>elocuções formais do gênero aula e de dez entrevistas. Os resultados apontam que: a) a relação<br>retórica de conclusão pode ser do tipo núcleo-satélite ou do tipo multinuclear; b) a conclusão se<br>dá a partir de um raciocínio inferencial (p portanto q); c) o então foi o conectivo mais frequente<br>no corpus, e a conjunção logo, a menos frequente.<br></span><span class="fontstyle2">Palavras-chave: </span><span class="fontstyle0">Relação retórica de conclusão. RST. Português falado.</span> </p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42332 APOSIÇÃO RESTRITIVA NO PORTUGUÊS BRASILEIRO: DESCRIÇÃO E FORMALIZAÇÃO SEGUNDO A GRAMÁTICA DISCURSIVO-FUNCIONAL 2019-10-08T09:46:22-03:00 Tatiana Maria Silva Coelho Lemson revistadeletras.ufc@gmail.com Márcia Teixeira Nogueira revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Este artigo trata das aposições restritivas em língua portuguesa. O estudo teve o objetivo de<br>analisar aspectos pragmáticos, semânticos e morfossintáticos de construções apositivas<br>restritivas utilizadas em textos escritos do português brasileiro contemporâneo. Com o<br>arcabouço teórico da Gramática Discursivo-Funcional (HENGEVELD; MACKENZIE,<br>2008; KEIZER, 2007), as aposições restritivas identificadas em uma amostra constituída de<br>36 (trinta e seis) textos escritos, sendo 12 (doze) de cada uma das literaturas oratória,<br>dramática e técnica, são descritas nos três primeiros níveis do Componente Gramatical da<br>Gramática Discursivo-Funcional (Interpessoal, Representacional e Morfossintático). No<br>Nível Interpessoal, as aposições restritivas constituem um Subato de Referência composto<br>por dois Subatos de Atribuição. No Nível Representacional, há uma relação semântica de<br>restrição entre os elementos apositivos, sendo o primeiro deles o Núcleo (restringido), e o<br>segundo, o Modificador (restritivo). No nível Morfossintático, o primeiro elemento é um<br>nome comum, contável, e o segundo é um nome próprio ou um nome comum, não contável.<br></span><span class="fontstyle2">Palavras-chave: </span><span class="fontstyle0">aposição; aposição restritiva; construção apositiva restritiva.</span></p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42342 UMA ANÁLISE RETÓRICO-LINGUÍSTICA DO DISCURSO DE PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DA GUINE-BISSAU 2019-10-08T10:56:02-03:00 Léia Cruz de Menezes revistadeletras.ufc@gmail.com Abdulai Danfá revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">A partir da proposta de Menezes (2006, 2011) de estudo das expressões linguísticas modalizadoras deônticas na<br>construção da argumentação em discursos políticos, empreendemos análise retórico-linguística dos modos de atuação<br>das expressões deônticas constitutivas do discurso de proclamação da independência da Guiné-Bissau. Tendo em vista<br>a missão da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), como instituição de<br>ensino internacional, valorizamos o debruçar-se sobre os textos entendidos como marcos históricos dos países que<br>habitam a UNILAB, sob os mais diversos vieses. Entendemos que o estudo deste documento histórico sob o ponto de<br>vista retórico-linguístico auxilia às reflexões acerca do próprio conceito de nação guineense, construído<br>linguisticamente no discurso de proclamação da independência. Analisamos a íntegra do discurso de independência da<br>Guiné-Bissau com base nos parâmetros “alvo” e “fonte” dos valores semânticos deônticos instaurados no discurso,<br>bem como consideramos as partes constitutivas do discurso conforme delineadas pela retórica a fim de<br>compreendermos os efeitos de sentido gerados pelas expressões linguísticas modalizadoras deônticas na construção da<br>argumentação. Constatamos, ao longo de um discurso de sete páginas, a presença de vinte e nove expressões<br>modalizadoras deônticas, localizadas nas partes do discurso destinadas à apresentação de provas e ao epílogo, cuja<br>fonte emana de valores morais como a lealdade e que constroem um conceito de nação independente do julgo colonial<br>que só alcançou e manterá tal configuração se mantiver estrutura monopartidária.</span> </p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42334 A MODALIDADE FACULTATIVA NO PORTUGUÊS DO CARIRI: UMA ABORDAGEM DISCURSIVO-FUNCIONAL 2019-10-08T09:46:23-03:00 Liliane Viana Lima revistadeletras.ufc@gmail.com Nadja Paulino Pessoa Prata revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">A modalidade facultativa está ligada às noções de condições físicas/circunstanciais, habilidades<br>e capacidades (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008). Com base nos pressupostos da Gramática<br>Discursivo-Funcional (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008), objetivamos descrever e analisar<br>as possíveis relações existentes entre os tipos de modalidade facultativa e seus meios de<br>expressão no português falado no Cariri, tendo em vista os elementos do Componente<br>Gramatical, mais especificamente os relativos aos Níveis Representacional e Morfossintático.<br>Para isso, utilizamos uma amostra do corpus do PROFALA, referentes à fala do cearense,<br>composto por 60 entrevistas do tipo DID. Após a análise quali-quantitativa, chegamos aos<br>seguintes resultados: (i) o alvo de avaliação mais recorrente foi o ‘orientado-para-o</span></p> <table class="NormalTable"> <tbody> <tr> <td width="327"><span class="fontstyle0">participante’, em 97,6% dos casos; (ii) a </span></td> <td width="297"><span class="fontstyle0">‘modalidade facultativa orientada-para-o</span></td> </tr> <tr> <td width="550"><span class="fontstyle0">participante” relaciona-se ao subtipo ‘adquirida’; (iii) os meios de expressão mais usado para</span></td> </tr> <tr> <td width="121"><span class="fontstyle0">manifestação da </span></td> <td width="504"><span class="fontstyle0">‘modalidade facultativa orientada-para-o-participante’ foram os verbos</span></td> </tr> </tbody> </table> <p><span class="fontstyle0">‘poder’, ‘saber’ e conseguir’. Por fim, com a discussão dos resultados finais encontrados,<br>esperamos contribuir com a descrição e análise da modalidade facultativa no português do<br>Cariri.<br></span><span class="fontstyle2">Palavras-chave: </span><span class="fontstyle3">Gramática Discursivo-Funcional; Modalidade Facultativa; Português Falado no<br>Cariri.</span> </p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42335 A CONSTRUÇÃO CONDICIONAL EM PORTUGUÊS 2019-10-08T09:46:25-03:00 Taísa Peres de Oliveira revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">O objetivo deste artigo é demonstrar a viabilidade do conceito de construção para o estudo das<br>orações condicionais. Parte-se do entendimento de que a condicionalidade constitui um<br>significado convencional, interpretado a partir da correlação entre aspectos formais e<br>semântico-pragmáticos. Assim, propõe-se conceber as condicionais como um tipo de<br>construção, resultante do pareamento convencional entre forma e função, procurando<br>sistematizar a organização conceitual de diferentes padrões e a acomodação de elementos com<br>complexidade formal e semântico-pragmática tão diferenciadas que têm na rede. A partir dessa<br>descrição, podem-se explicar os padrões de transferência e as regularidades envolvidos na<br>organização estrutural e conceitual da condicionalidade. O exame realizado aqui permite<br>compreender como o significado condicional está associado a um esquema geral mais abstrato<br>que sanciona diversos subesquemas e microconstruções ligados ao polo prototípico por elos<br>diversos. As considerações feitas aqui se vinculam aos modelos baseados no uso, em especial à<br>abordagem construcional (TRAUGOTT e TROUSDALE, 2013). Os dados usados para análise<br>foram coletados no Corpus do Português (FEREIRA, DAVIES, 2006).<br></span><span class="fontstyle2">Palavras-chave</span><span class="fontstyle3">: abordagem construcional, condicionalidade, construção condicional</span> </p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42336 GRAMÁTICA, FUNCIONALISMO E ENSINO DE LÍNGUA 2019-10-08T09:11:55-03:00 Ediene Pena Ferreira revistadeletras.ufc@gmail.com Leydiane Sousa Lima revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Com o objetivo de apresentar contribuições do paradigma funcionalista para o ensino de fatos gramaticais<br>de língua portuguesa, propomos, neste trabalho, alguns modelos de exercícios com os verbos parecer, acabar,<br>pegar e querer, que possibilitam a reflexão sobre língua portuguesa por meio de usos reais dessa língua. Para<br>que esse objetivo pudesse ser alcançado, discorremos sobre diferentes conceitos de gramática e esclarecemos<br>que compreendemos gramática como regularidade que estrutura o funcionamento da língua e que ensinar<br>gramática é fazer com que o aluno reflita sobre esse funcionamento e compreenda a língua que tem. Esse<br>conceito de gramática nos é apresentado pela abordagem funcionalista de linguagem, eleita para subsidiar<br>nossa discussão. Dentre os temas de interesse do funcionalismo, e que nos deu subsídios para propor as<br>atividades com os verbos, destacamos o paradigma da gramaticalização, compreendido como o processo pelo<br>qual itens lexicais tornam-se gramaticais ou itens e construções já gramaticais tornam-se ainda mais<br>gramaticais. Em outras palavras, gramaticalização é o processo de mudança linguística responsável pelo<br>fazer-se da gramática.<br></span><span class="fontstyle2">Palavras-chave: </span><span class="fontstyle0">funcionalismo, gramática, ensino.</span> </p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42337 ASPECTOS SINTÁTICOS DA EVIDENCIALIDADE NA LÍNGUA PORTUGUESA 2019-10-08T09:15:22-03:00 Cláudia Ramos Carioca revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Este artigo objetiva identificar e descrever as marcas linguísticas evidenciais<br>manifestas pelos aspectos sintáticos que permitem a distinção entre o enunciador e<br>outra fonte da informação veiculada, analisando por que meios linguísticos o autor do<br>texto sinaliza a fonte daquilo que enuncia. Ao identificar e interpretar as marcas<br>evidenciais na construção do discurso acadêmico, a pesquisa busca contribuir para a<br>explicitação dos efeitos de sentido relacionados à veiculação das informações de forma<br>estratégica, já que essas marcas são utilizadas com propósitos diversificados, tais como<br>o recurso ao chamado “argumento de autoridade”, a busca por atenuação da<br>responsabilidade em relação ao que é dito etc. Nesse intuito, a proposta assumida nesta<br>pesquisa é que, segundo a Gramática Discursivo-Funcional (2008), os aspectos<br>sintáticos são regidos pela pragmática e pela semântica, ou seja, a explicitação das<br>marcas evidencias foi feita considerando-se a ênfase na interação verbal e na<br>intencionalidade (escolha dos efeitos de sentido) do produtor textual.<br></span><span class="fontstyle2">Palavras-chave</span><span class="fontstyle3">: aspectos sintáticos da evidencialidade; Gramática DiscursivoFuncional; Discurso Acadêmico.</span> </p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.periodicos.ufc.br/revletras/article/view/42338 A RELEVÂNCIA DE ASPECTOS FORMAIS E FUNCIONAIS EM FENÔMENOS VARIÁVEIS RELACIONADOS À PRIMEIRA PESSOA DO PLURAL NO PORTUGUÊS DO BRASIL E DE PORTUGAL 2019-10-08T09:18:28-03:00 Cássio Florêncio Rubio revistadeletras.ufc@gmail.com <p><span class="fontstyle0">Este trabalho busca apresentar análise dos fenômenos de alternância pronominal entre nós e a<br>gente e de concordância verbal de primeira pessoa do plural em variedades do português do<br>Brasil e de Portugal, estabelecendo um quadro comparativo entre os fatores linguísticos de<br>natureza formal e de natureza funcional. O embasamento teórico da pesquisa se dá,<br>primordialmente, com base nos pressupostos da Sociolinguística Laboviana (LABOV, 2003) e do<br>Sociofuncionalismo (CEZARIO, MARQUES E ABRAÇADO, 2016, dentre outros). O corpus<br>empregado é composto de 152 entrevistas sociolinguísticas provenientes do Corpus de<br>Referência do Português Contemporâneo (BACELAR DO NASCIMENTO, 2000), do Centro de<br>Linguística da Universidade de Lisboa; e do Banco de Dados Iboruna (GONÇALVES, 2007), do<br>Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas de São José do Rio Preto, da Universidade<br>Estadual Paulista. Os resultados apontam que, nos fenômenos investigados, há diferentes<br>motivações internas para a variação linguística, com a atuação de fatores de natureza formal,<br>como paralelismo discursivo e saliência fônica, e de natureza funcional, como determinação do<br>sujeito. A relevância maior ou menor dos grupos de fatores das diferentes naturezas irá<br>depender da variedade linguística e também do fenômeno investigado.<br></span><span class="fontstyle2">Palavras-chave: </span><span class="fontstyle3">Primeira pessoa do plural. Variação linguística. Formal. Funcional.</span> </p> 2019-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c)