A REDE INTERTEXTUAL ENTRE AS ARTES NA ADAPTAÇÃO DE UM QUARTO COM VISTA

Autores

  • José Ailson Lemos Souza

Resumo

Parte-se da noção de que mídias, textos, contextos cultural, de produção e de recepção estão conectados em uma complexa rede, aberta a associações momentâneas. Um discurso sobre as estruturas de dominação entre os gêneros refletidas nas artes é articulado no romance Um Quarto com Vista (1908), de E. M. Forster, o qual subverte o arranjo a partir da composição da beleza masculina como objeto de prazer visual. Com Uma Janela para o Amor (1985), o diretor James Ivory recorre a expressões artísticas diversas como pintura, ilustração, música e cinema mudo, que traduzem o texto de Forster a partir de experiências e visões do diretor. O elo com a cultura erudita através de referências artísticas converteu-se em uma das características dos heritage films.

 

PALAVRAS-CHAVE: Artes; Adaptação; E. M. Forster; James Ivory; Rede intertextual.

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Filme:

UMA JANELA para o Amor. Direção de James Ivory. Produção: Ismail Merchant. Intérpretes: Helena Boham Carter, Julian Sands, Maggie Smith, Ruppert Graves, Simon Callow, e outros. Roteiro: Ruth PrawerJhabvala. DVD (117 min.). Produzido por Ismail-Merchant Produções, GoldcrestFilms, e Film Four International. Adaptação do romance “Um Quarto com Vista” [A Room with a View] (1908), de E. M. Forster.

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Publicado

2017-10-05

Edição

Seção

Artigos