A UTOPIA CONCRETA DO HOMEM CORDIAL

  • Suzana Albornoz
Palavras-chave: Brasil, Esperança, Política, Sonhos diurnos, Violência

Resumo

Apresentado em 2018, como uma Conferência na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, o presente artigo trata da combinação de dois conceitos. Com a aproximação dos dois conceitos que se expõem já no título deste texto como no da conferência em sua origem – o de “utopia concreta”, cerne do pensamento de Ernst Bloch e de sua imensa obra filosófica tão original, dialética e barroca, e o de “homem cordial”, criação da análise do Brasil feita por Sergio Buarque de Holanda, ponto de central da produção dos clássicos “livros que inventaram o Brasil” dos anos trinta do século XX – pretende-se experimentar, com uma motivação, por assim dizer, antropofágica – a la Oswald de Andrade, uma apropriação brasileira da ideia essencial do legado de Ernst Bloch. Ou seja, propõe-se tomar a interpretação do homem cordial como uma utopia concreta. Espera-se que essa proposta se mostre fecunda e possa ser ponto de partida para reflexões futuras, mais pacientes e detalhadas. [Resumo adaptado por Anna Maria Lorenzoni].

Referências

ALBORNOZ, S. Ética e utopia (1985). Porto Alegre: Movimento/Edunisc, 2006.
________ O enigma da esperança. Petrópolis: Vozes, 1998.
________ O exemplo de Antígona. Porto Alegre: Movimento, 1999.
________ Violência ou não violência. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2000.
________ Trabalho e utopia na modernidade. Porto Alegre: Movimento/Nova Harmonia, 2011.
________ Política e vocação brasileira. Porto Alegre: Editora Fi, 2017.
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SOUZA, J. A elite do atraso. Rio de Janeiro: Casa da Palavra/Leya, 2017.
Publicado
2021-04-30
Seção
Dossiê Ernst Bloch