Semiocast: o uso do Podcast como ferramenta educativa complementar no ensino superior

Palavras-chave: Tecnologia da Informação, Educação em Enfermagem, Materiais de ensino, Podcast, Semiologia

Resumo

Introdução: A implantação e implementação das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no campo da saúde tem aumentado de maneira exponencial. Diante disso, deve-se avaliar e atualizar as ferramentas tecnológicas de educação disponíveis de modo a potencializar o processo de ensino-aprendizagem. Objetivo: Avaliar o uso do Podcast com alunos de graduação em enfermagem através de temas relacionados à Semiologia e Semiotécnica, bem como compreender o conhecimento e a satisfação dos usuários quanto à ferramenta.  Métodos: Estudo de natureza experimental, transversal, com abordagem quantitativa após uma intervenção educacional direcionada a acadêmicos de enfermagem. Para atender aos objetivos validamos o questionário “O uso e satisfação do Podcast relacionado à Semiologia e Semiotécnica pelos alunos de graduação em Enfermagem” para investigar as características sociodemográficas, perfil tecnológico e experiência com a mídia. Resultados: Evidenciam motivação e alto nível de satisfação com o Podcast como recurso educacional complementar. Verificou-se que 33,3% nunca tinham ouvido falar do uso educativo do Podcast. Majoritariamente gostariam de utilizar os Podcasts nas disciplinas de graduação (96%), pois facilita o aprendizado (92%). Conclusão: O uso do Podcast como recurso educativo complementar no ensino superior é uma alternativa viável demonstrada pelo interesse dos estudantes com o uso desta ferramenta. Do mesmo modo, é algo novo no cotidiano do público-alvo que tem se mostrado um potencial motivador para aprendizagem, assim como fornece aos professores uma opção fácil de desenvolver material complementar utilizando uma mídia de rápida disseminação atrativa aos alunos. 

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Biografia do Autor

Laís Nascimento de Melo Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Enfermeira pela Universidade Federal de Pernambuco. Pós-graduanda do programa de Residência hospitalar em Enfermagem Obstétrica no Hospital Dom Malan/ IMIP.

José Erivaldo Gonçalves, Instituto Aggeu Magalhães. Fundação Oswaldo Cruz IAM/FIOCRUZ

Enfermeiro Sanitarista, Mestrando do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz - Centro de Pesquisas Ageu Magalhães/PE.

Rosivan Sebastião da Silva, Universidade Estadual de Pernambuco

Graduando do curso de Medicina pela Universidade de Pernambuco, Brasil.

Maria Gabrielle Moreira Santos Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Enfermeira residente no programa de Pós-graduação de Enfermagem em Saúde da Criança.

Vanessa Karla Santos de Souza

Enfermeira, Mestre em Saúde e Meio Ambiente, Especialista em Informática em Saúde (UNIFESP), Especialista em Enfermagem em UTI com Ênfase em Gestão e em Saúde Pública com Ênfase em Saúde da Família.

Luiz Miguel Picelli Sanches, Universidade Estadual de Pernambuco

Enfermeiro, Doutor em Enfermagem, Especialista em Informática em Saúde (UNIFESP), Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, Núcleo de Enfermagem (CAV/UFPE). Vitória de Santo Antão (PE), Brasil.

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Publicado
2021-10-25