Dandarah: sistema IoT em prol da segurança e da saúde mental da comunidade LGBTI+

Palavras-chave: Estratégias de eSaúde., Minorias Sexuais e de Gênero., Internet das Coisas.

Resumo

Introdução: A violência contra a comunidade LGBTI+ é um problema de saúde pública. Estima-se que a cada 48 horas uma pessoa de um desses grupos é assassinada no Brasil em razão da LGBTIfobia. Esse número pode ser ainda maior, dadas as dificuldades de registro da ocorrência do episódio de violência contra essas pessoas. Dandarah é uma intervenção de saúde digital que visa à mitigação desse problema com um sistema de coleta de dados de geolocalização da vítima no momento em que se sentir em perigo. Métodos: Para permitir que o evento seja reportado de forma segura e discreta, o sistema permite que o dado seja coletado por um objeto cotidiano do usuário, como uma pulseira inteligente. Resultados e discussão: Dessa forma, o sistema foi projetado utilizando conceitos de Internet das Coisas. Os dados serão tratados e disponibilizados de forma que possam ser consumidos por aplicações que os utilizem para diferentes fins, como, por exemplo, um mapeamento das regiões com o maior índice de episódios de agressões. Conclusão: Assim, espera-se que o sistema tenha impacto favorável na saúde mental e no que diz respeito ao aumento da segurança e prevenção de casos de injúrias físicas sofridas por minorias sexuais e de gênero.  

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Biografia do Autor

Emilly Gabriela Marques da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI - UFRJ) com projetos no Laboratório de Redes e Multimídia (LabNet),  com foco em Sistemas de Informação e Redes IoT.

Bruno Costa de Matos , Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduando em Ciências Matemáticas e da Terra.

Ilan de Sousa Rocha de Araújo, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduando em Ciência da Computação.

Hugo de Mello Dantas , Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Mestrando do curso de Informática.

Angélica Baptista Silva, Fundação Oswaldo Cruz

Especialista em Internet, interface e multimídia. Doutora em Saúde Pública. 

Claudio Miceli de Farias, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professor do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Publicado
2021-12-22