Parâmetros clínicos e laboratoriais associados ao sindecana-1 em pacientes transplantados hepáticos

Autores/as

  • Joaquim Trajano de Lima Filho Universidade Federal do Ceará (UFC), Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • André Lavor Alves Universidade Federal do Ceará (UFC), Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • João Lucas Ferreira da Silva Universidade Federal do Ceará (UFC), Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Éllen Sousa Paz Universidade Federal do Ceará (UFC), Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Rodrigo José Alencar de Castro Universidade Federal do Ceará (UFC), Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
  • Lia Cavalcante Cezar Universidade Federal do Ceará (UFC), Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)

DOI:

https://doi.org/10.20513/2447-6595.2023v63n1e78119p1-7

Palabras clave:

Transplante hepático, Glicocálix, Sindecana-1

Resumen

Objetivo: O estudo teve como objetivo avaliar fatores associados a danos no glicocálix endotelial de pacientes transplantados hepáticos. Metodologia: Estudo observacional, retrospectivo, desenvolvido no complexo do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e Hospital São Carlos. Foram coletadas amostras biológicas 2 horas após reperfusão do órgão, e foi avaliado o sindecana-1 no sangue. Dados clínicos e laboratoriais, bem como tempo de internação após o transplante foram coletados. Resultados: Foram avaliados 44 pacientes que realizaram transplante hepático ortotópico (THO). Os níveis de sindecana-1 séricos apresentaram mediana de 6,31 (3,69 – 11,44). Foram então formados grupos de pacientes de acordo com o tercis dos níveis de sindecana-1. No intra-operatório, níveis mais altos de sindecana-1 (tercil 3), tiveram relação com hemoglobina (p=0,006), hematócrito (p=0,001), bicarbonato (p=0,029) mais baixos e potássio sérico mais elevado (p=0,042). No pós-operatório o grupo do tercil 3 teve altos níveis de ureia sérica (p=0,023) e creatinina sérica (p=0,032). Além disso, foi observada frequência aumentada de lesão renal aguda (LRA) em 7 dias e 30 dias nos pacientes do tercil 3. Conclusão: Alterações do glicocálix endotelial logo após a cirurgia de pacientes de THO esteve associado com alterações hematológicas do intra-operatório e com alterações renais acompanhada do desenvolvimento de lesão renal aguda no pós-operatório.

Publicado

2023-10-20

Número

Sección

ARTIGOS ORIGINAIS