INTERPRETAR E TRANSFERIR: TAREFAS IMPOSSÍVEIS, TRANSPORTES NECESSÁRIOS

  • Pedro Heliodoro Tavares

Resumo

Abrimos esse texto remetendo o leitor a Análise fi nita e infi nita (Die endliche und die unendliche Analyse, 1937), onde Sigmund Freud apresenta o psicanalisar, seu fazer clínico, juntamente com outros dois fazeres (governar e educar), como algo da ordem do impossível, por sempre alcan- çarem somente sucessos insatisfatórios. A essas profi ssões/fazeres/tarefas ditas impossíveis, gostaríamos de acrescentar o fazer tradutório. Para tecer tal discussão, nos valemos de dois vocábulos que convidam de forma privilegiada à ambiguidade e ao equívoco: übertragen, na língua alemã de Freud e interpretar em nossa língua portuguesa. Entretanto, o impossível da tarefa, não justifi ca a pura e simples renúncia, para aqui incluirmos a polissemia da Aufgabe benjaminiana em nossas refl exões.
Como Citar
TAVARES, P. H. INTERPRETAR E TRANSFERIR: TAREFAS IMPOSSÍVEIS, TRANSPORTES NECESSÁRIOS. Revista de Letras, v. 2, n. 33, 11.