Paradigmas da Filosofia Africana para uma educação antirracista brasileira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36517/Argumentos.16.32.92527

Palavras-chave:

Filosofia Africana. Educação. Racismo. Afroperspectivismo. Intersubjetivação.

Resumo

O presente artigo aborda a importância de uma educação antirracista brasileira na contemporaneidade, trazendo como base argumentativa elementos históricos, ontológicos e raciais frente aos desafios do Afroperspectivismo, tendência filosófica defendida pelo brasileiro Renato Noguera, e da Intersubjetivação do moçambicano José P. Castiano. Indicam-se esses referenciais da Filosofia Africana como práxis pedagógicas necessárias ao enfrentamento do racismo no ambiente escolar. A pesquisa se apresenta com a característica de uma investigação qualitativa teórica, defendendo a descolonização curricular e metodológica como forma de descentralização filosófica e epistêmica. A criação e aplicação de práxis pedagógicas que visem a interculturalidade nos referenciais da Filosofia Africana são ferramentas imprescindíveis capazes de promover uma educação antirracista.

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Biografia do Autor

, Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Docente da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

, Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade Licungo (Moçambique)

Pós-doutor em Educação pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Doutor em Filosofia pela Universidade de Pedagógica de Maputo. Docente da Universidade Licungo de Moçambique.

, Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Graduado em Filosofia pela Universidade Entre Rios (PI) e em História pela Universidade Estácio de Sá (UNESA-RJ).

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Publicado

2024-07-08

Como Citar

Gondim, E., Chingore, T. T., & Viana, P. J. de O. (2024). Paradigmas da Filosofia Africana para uma educação antirracista brasileira. Argumentos - Revista De Filosofia, 16(32), 197–213. https://doi.org/10.36517/Argumentos.16.32.92527

Edição

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