Distribuição Do peixe-boi marinho, trichechus manatus manatus, no litoral norte Do brasil

Autores/as

  • Fábia de Oliveira Luna ICMBio - Estrada do Forte Orange, s/n, Itamaracá, PE
  • Janaína Pauline de Araújo Departamento de Oceanografia, Centro de Tecnologia e Geociências – UFPE, Recife, PE
  • Eunice Maria de Oliveira ICMBio - Estrada do Forte Orange, s/n, Itamaracá, PE 53900-000, PE, Brasil.
  • Lilian Magalhães Hage ICMBio - Estrada do Forte Orange, s/n, Itamaracá, PE 53900-000, PE, Brasil.
  • José Zanon de Oliveira Passavante Departamento de Oceanografia, Centro de Tecnologia e Geociências – UFPE, Recife, PE

DOI:

https://doi.org/10.32360/acmar.v43i2.6001

Palabras clave:

ocorrência, mamífero aquático, sirênios, simpatria.

Resumen

O peixe-boi marinho, Trichechus manatus manatus , é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção do Brasil. Em 1992 e 1993, foi realizado um levantamento no litoral dos Estados do Maranhão (MA), Pará (PA) e Amapá (AP), com o objetivo de identificar a distribuição da espécie no litoral norte do Brasil. Foram percorridos 3.000 km, visitadas145 localidades, e realizadas 262 entrevistas com pessoas envolvidas em atividades da pesca. Por critérios ambientais o litoral do Maranhão foi incluído na região Norte, junto com Pará e Amapá. Foram encontradas descontinuidades na distribuição da espécie, sendo algumas não esperadas devido a conservação e às características ambientais da região. O Golfão Amazônico oferece condições mais favoráveis ao peixe-boi amazônico, Trichechus inunguis, mas o peixe-boi marinho, Trichechus manatus manatus , ocorreu em poucas localidades nas margens do Rio Pará, onde a água do mar penetra e propicia a ocorrência de duas espécies de sirênios. A pressão da caça provocou a extinção local da espécie em algumas localidades. A descontinuidade da distribuição espacial reforça a hipótese de que peixes-bois não realizam grandes migrações no litoral brasileiro, e sugere isolamento de grupos remanescentes. A ocorrência de duas espécies no Golfão Amazônico sugere simpatria e existência de híbridos. Há necessidade de estudos biológicos e genéticos para confirmar ounegar tais hipóteses

Publicado

2010-11-01

Número

Sección

Artigos originais