FORMAÇÃO HUMANÍSTICA E ÉTICA: NOTAS CRÍTICAS

Autores

  • Marcelo José de Souza e Silva

DOI:

https://doi.org/10.29148/labor.v1i11.6626

Resumo

Nos dias de hoje existe um discurso acentuado sobre a necessidade de superar o ensino tecnicista e sua suposta lógica não humana e não ética, principalmente na área da saúde. Porém, esse discurso é uma mistificação da realidade objetiva. Cada sociedade possui uma moral, de acordo com as relações sociais de produção da época, sendo a ética o estudo dessa moral. No capitalismo, essa moral busca o lucro acima de tudo. Após a crise do início da década de 1970, foram formuladas críticas que buscavam as causas da crise, porém, devido à falta de um embasamento teórico que permitisse entender as determinações sociais envolvidas, a crítica foi direcionada ao ensino, especificamente o ensino técnico-científico. Essa superação procura se dar através da adesão ao ideário do aprender a aprender como concepção pedagógica, supondo que ela possui os elementos que podem humanizar e tornar ética a formação. Porém, tanto esse ideário quanto o ensino técnicocientífico são formulações que não procuram mudar as bases da sociedade, e, assim, não possuem condições de alcançar aquilo que almejam. O discurso humanista serve, portanto, como forma de adaptar ao máximo o indivíduo à sociedade capitalista.

Biografia do Autor

Marcelo José de Souza e Silva

Farmacêutico, mestre em educação pela UFPR. Doutorando em medicina preventiva pela USP - Universidade de São Paulo.

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Publicado

2017-03-16

Como Citar

SILVA, Marcelo José de Souza e. FORMAÇÃO HUMANÍSTICA E ÉTICA: NOTAS CRÍTICAS. Revista Labor, [S. l.], v. 1, n. 11, p. 127–142, 2017. DOI: 10.29148/labor.v1i11.6626. Disponível em: http://www.periodicos.ufc.br/labor/article/view/6626. Acesso em: 18 abr. 2024.

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